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Braga, terça-feira

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O IPDJ e a nova geração de politicas públicas

Les uns contre les autres

Escreve quem sabe

2016-05-29 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

Estamos no tempo das transformações digitais, em que a competitividade se baseia no conhecimento. O mercado de trabalho constituído por empresas que são somatórios de planos de negócio que exigem mais formação e qualificação. As políticas públicas assentam na interceção de objetivos e na dimensão intersetorial, em que a sustentabilidade e a empregabilidade são fatores, cada vez mais determinantes na definição das oportunidades do mercado de trabalho.
Contexto que exige um reposicionamento das instituições públicas, do setor social e das empresas, e que define a necessidade de uma nova geração de políticas públicas locais, baseado numa administração pública de proximidade. Uma realidade que tem vindo a evoluir nos últimos tempos, por força da legislação em vigor e pela tendência expressa, através do planeamento prospectivo desenvolvido pelos municípios, no âmbito das CIM - Comunidades Intermunicipais.
Um “diamante estratégico” que se consubstancia em três grandes ativos/forças do território: a juventude como ativo fundamental para a sustentabilidade da coesão geracional; os setores de atividade com potencial de majoração ao nível do emprego e da inclusão social, para a promoção da coesão social; a capacidade operacional instalada, dinamizada por parcerias fortes com capacidade de atração e fixação de stakeholders, com conhecimento e capacidade de investimento para consolidação da coesão territorial.
Um reposicionamento que passa, simultaneamente, pela reafirmação da missão do IPDJ, em face de uma nova realidade e dos novos focos de intervenção, mantendo a diferenciação, com base na experiência e no conhecimento das duas áreas - desporto e juventude - em contraponto com a capacidade técnica, os recursos humanos e financeiros, e a proximidade dos municípios e das freguesias.
Um novo modelo que resulta do reajustamento do seu quadro estratégico, assentando numa dinâmica de “proximidade inteligente”. Uma dinâmica focada na execução da política integrada e descentralizada nas áreas do desporto e da juventude. Desenvolvida em estreita colaboração com entidades públicas e privadas, designadamente, com as organizações associações juvenis, estudantis, através da implementação e da gestão dos programas do IPDJ, ao nível das diversas dinâmicas locais e regionais, em articulação com as autarquias locais da região.
Dinâmica de cariz complementar, fazendo valer a visão integrada e a experiencia acumulada, focada nas seguintes prioridades: no apoio ao associativismo jovem como coração da missão; no empreendedorismo jovem e na promoção da empregabilidade; no voluntariado jovem ajustando as estratégias e a legislação enquadradora; nos programas de ação desportiva municipais, através de uma gestão adequada dos programas nacionais (Programa Nacional de Desporto para Todos, Plano Nacional de Ética no Desporto, Marcha e Corrida) e implementação de programas regionais, com é o caso das Redes Desportivas Locais.
Um processo educativo baseado na valorização do papel das associações juvenis, das instituições sociais, culturais e desportivas, potenciando as suas competências operacionais no desenvolvimento de sinergias com as políticas municipais de desporto e juventude. Um trabalho marcado pela execução das atividades, programas nacionais e regionais, e projetos e ações desenvolvidos pelos jovens, com os jovens e para os jovens, pelas suas organizações e pelas plataformas de diálogo estruturado,
Uma ação focado na promoção da criatividade e da capacidade inovadora dos jovens através da identificação de competências e aptidões adquiridas, através da aprendizagem não formal como forma de investir na sua empregabilidade. Aumentando a visibilidade das competências adquiridas fora do sistema formal, fomentando a complementaridade entre a aprendizagem não formal e formal, como forma de promover a igualdade de oportunidades.
Uma visão, baseada na responsabilização dos jovens, num trabalho com os jovens e com as suas organizações, em torno de temas como a emancipação efetiva dos jovens, na resposta às suas necessidades e aspirações, na promoção da empregabilidade e das oportunidades de emprego, no reconhecimento da educação não formal e da cultura empreendedora, numa dinâmica de coesão geracional.
Um quadro estratégico, assente no desenvolvimento de parcerias com as autarquias locais (municípios e freguesias), com os agentes culturais e sociais, com as instituições de ensino superior, profissional e secundário, que assume o associativismo jovem como “o coração da missão do IPDJ”. Numa dinâmica, que pressupõe um envolvimento direto dos jovens, das associações juvenis e estudantis, na construção de uma nova geração de politicas públicas locais, em parceria com uma administração pública de “proximidade inteligente”, em que as Autarquias Locais desempenham um papel fundamental em articulação com os serviços do Instituto Português do Desporto e Juventude.

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