Correio do Minho

Braga, terça-feira

O País das Esquerdas e o País Real

“Novo tabaco” mata 600 mil crianças por ano

Ideias Políticas

2016-10-11 às 06h00

Francisco Mota

Governar um País sob assistência financeira condiciona as opções políticas e exige coragem e determinação de quem nos representa. Foi dessa forma que a coligação PSD/CDS encarou a última passagem pelo governo. Por mais que herda-se as contas públicas esfarrapas, um país a gastar mais do que tinha e um memorando negociado pelo partido socialista, foi com sentido de estado e de responsabilidade que tomaram a dianteira das decisões, ainda que chovessem críticas infundadas e pouco realistas do PS, PCP e Bloco de Esquerda.

Após um acto eleitoral, que ditou um primeiro-ministro derrotado, a união das esquerdas tem-se visto obrigada a concertar no parlamento as opções políticas para Portugal, que são bem distantes das do tempo em que apenas estavam na oposição. Prova disso tem sido a postura do Bloco de esquerda em que demostra uma forma distinta de actuação, desde logo cavando um fosso enorme entre o que o BE defende e o que efectivamente alcança. O Bloco de Esquerda defendeu aumento das pensões mínimas sociais e rurais de 25€ por mês, alcançou 1€ por mês.

O Bloco de Esquerda defendeu o aumento do ordenado mínimo nacional para 600€ já em 2016, veio dizer após as eleições que seria demagógico se dissessem que seria possível já este ano. O Bloco de Esquerda defendeu que era intolerável a taxa do IVA na electricidade e no Gás, até ao momento não foi apresentada qualquer proposta nesse ou noutro sentido.

Muitas vezes a direita foi brutalmente atacada pelo BE com as suas opções condicionadas a todos os factores adjacentes a um país que estava sobre resgate, mas quer com isto dizer que a direita ou o Bloco de Esquerda desejam o mal dos Portugueses? Obviamente que não, o que o BE aprendeu foi a viver confrontado com os factos e ajustar as suas propostas à realidade orçamental do país e a ter que fazer escolhas, como no passado o CDS as fez.

Alias aumentamos as das pensões mínimas sociais e rurais acima da inflação; criamos o subsídio de desemprego para os trabalhadores a recibos verdes; duplicamos o prazo do subsídio social de desemprego, queríamos ter feito mais mas não foi possível, como não é possível para o Bloco de esquerda fazer agora.

Mas independentemente de tudo, as escolhas podem ser discutidas e colocadas em causa. Sempre chamamos atenção para a política desenfreada de devolver tudo e desfazer reformas, obrigando a um exercício de compensação difícil, mas que nunca vai deixar de ser a economia e os portugueses a pagar.

Quando António Costa afirma, que os País esta fazer escolhas, essa é uma verdade, infelizmente o que primeiro-ministro não percebeu é que está a fazer o caminho errado: tributar o consumo em vez do rendimento não há justiça na comparticipação porque como no rendimento o imposto é progressivo permite tributar mais quem tem mais e menos quem tem menos, ao contrário do que acontece no consumo que nivela todos por igual, mas é uma escolha do governo de esquerda.
Quando o governo prefere dar as 35 horas e depois prefere cortar nas cativações dos serviços públicos e cortar na acção social é uma escolha do governo de esquerda.

Quando quer devolver de uma só vez os rendimentos dos funcionários públicos e aumentar a dívida e os juros é uma escolha do governo de esquerda. Quando prefere baixar o IVA da restauração em vez de baixar o IVA da electricidade e do Gás é uma escolha do governo de esquerda.

Quando prefere repor a sobre taxa de uma só vez, mas depois quer mais impostos sobre o consumo, o combustível, o IMI é uma escolha do governo de esquerda. Quando quer reverter tudo o que foi feito nos transportes e criar o caos é uma escolha do governo de esquerda. Tanto este como o anterior governo estavam condicionados na sua acção o que fica bem patente para este orçamento que ai vem é que a receita do BE, PCP, PS e Centeno não está a dar resultado e foram obrigados a fazer escolhas: aumentar os impostos!

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