Correio do Minho

Braga, terça-feira

O Pensamento de B.-P. no séc. XXI

Diciembre, Decembro, Abendua... e Desembre?

Escreve quem sabe

2017-03-03 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

Corpo Nacional de Escutas e os Núcleos da Covilhã Fundão e Teixoso da Fraternidade Nuno Álvares tomaram a iniciativa de organizar o Primeiro Colóquio Escutista da Região da Guarda, subordinado ao tema: “O Pensamento de B-P no séc. XXI”. Este evento realizar-se-á no próximo dia 4 deste mês, na cidade do Fundão, num espaço lindíssimo “A Moagem - Cidade do Engenho e das Artes”.

Um parêntese para recordar que a Fraternidade Nuno Álvares, é uma associação que, tendo nascido no seio do CNE, se emancipou mantendo sempre uma relação muito sadia com o Escutismo Católico, uma vez que os seus associados são oriundos do CNE. Adultos que, por opção, de um modo geral ligada à falta de disponibilidade de tempo, decidem sair do CNE, mas pretendem manter uma vivência do espírito escutista. O próprio CNE tem beneficiado imenso da ação do “antigos escuteiros” como, carinhosamente, são designados.

Sob a presidência de D. Manuel da Rocha Felício - Bispo da Guarda, acompanhado pelo Dr. Paulo Fernandes - Presidente da Câmara Municipal do Fundão, pelo Ivo Faria - Chefe Nacional do CNE, e pelo Domingos Leal do Paço - Presidente Nacional da FNA, a Comissão de Honra manteve um olhar amigo e protetor ao longo destes meses de preparação. Não deixando de dar uma palavra de reconhecimento e de estímulo, , nos momentos protocolares, e apontando os novos desafios que resultam da evolução social deste novo século.

Para desenvolver a temática do Colóquio, o Prof. Doutor João Costa, atual secretário de Estado da Educação e anterior Chefe Regional de Setúbal, não deixará de fazer, graças à sua vivência neste passado recente, uma leitura do pensamento de B-P a partir de duas visões distintas, mas que, quando sobrepostas, ampliam a do fundador tanto na perspetiva da educação formal, como da não formal.

O Chefe Nacional, Ivo Faria, demonstrará que o pensamento de Baden-Powell, não limita os horizontes, projeta o escuteiro, para lá da sua sede, da sua terra ou do seu país, fazendo dele um verdadeiro “cidadão do mundo”.
Visão interessante será a do Presidente Nacional da FNA, Domingos Leal do Paço, que não deixará de focar a importância da vivência do espírito escutista tem na qualidade de vida dos adultos e como estes desenvolvem as suas “boas ações” de complementaridade ao escutismo.

David Loureiro do departamento do ambiente da FNA, colocará a tónica na vivência de uma ecologia integral que cuida desta nossa casa comum. Finalmente o Assistente Nacional do CNE, padre Luís Marinho e o padre Virgílio Ardérius, um dos primeiro formadores do Campo Escola de Fraião, em Braga, colocarão a cereja no topo do bolo, não deixando de colocar o devido enfoque na educação integral dos jovens proporcionada pelo Escutismo Católico, a sua relação com a sociedade, a Igreja e Deus.

A difícil tarefa de coordenar, no final destas intervenções, lançar e moderar o debate, envolvendo o público e os convidados intervenientes, ficará a cargo da senhora Vereadora da Educação da C.M., a Drª. Alcina Cerqueira, que sob o trilogia do “Ser, Saber e Agir” procurará um debate vivo, enriquecedor e conclusivo, qual a todos deixará mais ricos.

A realização de um colóquio desta dimensão, numa região onde a população escutista não é muito numerosa, é um desafio que enaltece os seus promotores e engrandece os intervenientes.
Cá de Braga, mesmo sem recorrer aos “canudo” pelo qual observamos a nossa cidade, estamos atentos e com a esperança que o amigo António Alves Fernandes possa, para além das suas crónicas locais, fazer uma para a revista do CNE a «Flor de Lis», por forma que todos possamos beneficiar deste esforço da comunidade escutista (FNA e CNE) da Região da Guarda e, desta forma, estimular as Regiões de dimensão semelhante ou até mais pequenas a não terem medo de sonhar nem de “meterem as mãos na massa”, pois Fernando Pessoa tem razão quando no poema dedicado ao Infante, em a «Mensagem - Mar Português» escreve: ”Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.”

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