Correio do Minho

Braga, sexta-feira

O Percurso Inicial de Formação de Adultos no CNE (I)1

Amarelos há muitos...

Escreve quem sabe

2016-10-28 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

O Corpo Nacional de Escutas iniciou o processo de revisão do seu sistema de formação de adultos2 em 2009, tendo este processo sido aprovado no Conselho Nacional de Representantes, de 24 e 25 de novembro de 2012, sendo completado e ratificado no Conselho Nacional Plenário, de 25 de maio de 2013.
Este sistema começou a ser implementado - a fase de formação inicial -, em setembro de 2013, estando prevista a sua avaliação para o ano de 2018.

O sistema de formação apresenta dois percursos de formação:
• O Percurso Inicial de Formação (PIF) que tem como destinatários os candidatos a dirigentes culminando com a Investidura, isto é, o reconhecimento formal por parte do CNE, que o candidato concluiu com aproveitamento o PIF e se torna dirigente escutista.
Este percurso é obrigatório e desenvolve-se num período de tempo que pode ir até os dois anos, podendo ainda prolongar-se por mais um ano.
• O Percurso Pessoal de Formação Contínua (PPFC) que tem como destinatários os dirigentes do CNE e visa o enriquecimento da sua formação no percurso de serviço que tenha escolhido: i) o Percurso Formativo de Aprofundamento Pedagógico - de Educador, em qualquer uma das 4 Secções; ou ii) o Percurso Formativo de Especialização Associativa, como Formador ou como Gestor.

O Percurso Inicial de Formação desenvolve-se em duas fases, a primeira, designada como o tempo de discernimento, que se inicia com um encontro inicial de um dia, onde o candidato a dirigente toma contacto, de forma simples, com quatro temáticas: “o Movimento Escutista e o CNE”, “CNE - Movimento da Igreja”, “a Missão do Escutismo” e “o Adulto no Escutismo”.

Se o candidato se sentir, ou continuar, atraído pelo movimento, após esta breve apresentação, será apresentado à sua comunidade escutista, onde receberá um tutor, um acompanhante local para esta primeira fase, e é integrado na equipa de animação de uma das Secções. Frequentará, durante um fim de semana, uma ação de formação em iniciação à pedagogia escutista: centrada sobretudo no “Método Escutista” e na “Organização da Unidade”, elaborará um plano de desenvolvimento pessoal escutista que responda às suas necessidades, mas também aos seus anseios, a partir dos objectivos educativos finais do programa educativo, e demostrará, pela sua vivência, a sua maturidade cristã.

Assim se concluí a fase do discernimento, que não deverá ultrapassar os seis meses, numa situação normal.
Findo este ciclo, o candidato inicia a fase de estágio, que durará até um ano, no qual o candidato continua integrado na equipa de animação da Secção escolhida e acompanhado pelo tutor, onde é chamado a fazer dois fins de semana de “Formação Geral de Pedagogia Escutista”, centrada sobretudo na “aplicação do método de projeto na organização de atividades escutistas”, um destes fins de semana será em regime de acampamento.

Tendo como referência a matriz de competências para o desempenho da sua missão e funções, o candidato, partindo das suas necessidades pessoais, elaborará, com a ajuda do tutor, um Plano de Formação Específico.

O candidato inicia então a fase de enriquecimento que visa a aquisição, consolidação ou aferição de conhecimentos de temas diversificados. Por um lado, procurará, de forma opcional, encontrar respostas, no catálogo das ofertas formativas do CNE, para as necessidades de formação inscritas no seu PFE, por outro lado, terá de frequentar uma ação, de curta duração - uma a duas horas, em cada uma das seguintes áreas formativas: pedagógica, educação para a Fé, recursos de animação, recursos técnicos e segurança e bem-estar em campo.

Concluída, com aproveitamento, a fase de estágio o candidato está em condições de se tornar um dirigente do Corpo Nacional de Escutas sendo convidado a fazer a sua Promessa Escutista, compromisso solene educador para a cidadania gratuita e solidariamente comprometida ao serviço dos outros, à luz da fé que professa.

1Em próximos artigos continuaremos a desenvolver esta temática sobre o sistema de formação de dirigentes do CNE.

2No primeiro trimestre de 2013, tivemos a oportunidade de escrever dois artigos sobre este processo: o primeiro, a 15 de fevereiro, onde procuramos expor os fundamentos inspiradores, e o segundo, no dia 1 de março, onde enumeramos os princípios-base deste novo sistema de formação de dirigentes.

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