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O Pós Covid-19

O espantalho

O Pós Covid-19

Escreve quem sabe

2020-05-16 às 06h00

Fernando Viana Fernando Viana

Estamos a desconfinar. Depois de meses a fio dominados pelo signo da Covid-19, o país está a começar tímida e cuidadosamente a aliviar as esdrúxulas medidas de isolamento social e a retomar as ligações sociais e económicas.

Tal como o vírus permanece ainda em grande parte um mistério, há um conjunto de teorias para todos os gostos e de questões que ninguém sabe responder:
Vai haver uma segunda vaga? Vai-se conseguir encontrar rapidamente uma vacina e ou um tratamento eficaz? O vírus veio para ficar, ou, à semelhança de outros no passado, vai desaparecer tão rápida e misteriosamente como apareceu? A economia vai conseguir recuperar rapidamente? Vai ficar tudo como dantes, ou nada mais voltará a ser como era?
Não havendo certezas de nada, estamos neste momento a iniciar a aplicação de um plano de desconfinamento que passa por três fases: a primeira teve início em 4 de maio. Tem como regras gerais: o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância; o dever cívico de todos ao recolhimento domiciliário; a proibição de eventos que juntem mais de 10 pessoas; uma lotação máxima de 5 pessoas/100m2 em espaços fechados; a participação em funerais reservada a familiares.

Existem regras específicas para os transportes públicos (ex. o uso obrigatório de máscara de proteção) e para a prestação de trabalho (teletrabalho como regra); alguns serviços públicos (ex. Finanças) começaram a abrir portas e a atender por marcação, assim como o comércio e alguns espaços culturais (ex. bibliotecas e jardins de museus).
Em 18 de maio terá início a segunda fase, onde se inclui a abertura de alguns espaços comerciais (ex. lojas com porta de rua e área até 400m2) e de restauração, reinício das aulas no ensino secundário e de creches. Depois, em 1 de junho, será a terceira fase com mais medidas de desconfinamento (ex. reabertura das Lojas do Cidadão e de Centros Comerciais, cinemas).

Todos esperamos que corra tudo bem nesta lenta e incerta caminhada rumo ao desconfinamento. Se existir um rigoroso cumprimento das regras por parte de todos (como seja o uso de máscara, respeito pelo distanciamento social, regras de etiqueta respiratória, etc.) é provável que se consiga avançar neste processo e que, progressivamente tudo regresse à normalidade.
Caso contrário, será extremamente complicado. O país, as empresas, as famílias, enfim cada um de nós terá muita dificuldade em conseguir aguentar um retrocesso neste processo. Se existir um retrocesso, se o número de infetados, de doentes internados e de mortos se descontrolar, o custo social e económico poderá ser demasiado alto e implicar um efetivo e definitivo retrocesso do nível de vida a que estamos habituados. O encerramento de empresas, o desemprego, a não criação de riqueza e a consequente perda de rendimentos, poderão atirar-nos para um padrão de desenvolvimento de há duas ou três décadas atrás. Seria uma espécie de “Regresso ao Passado”, mas apenas na parte negativa que isso traduz.

A escolha em grande parte depende de cada um de nós, dos comportamentos que adotarmos doravante.
Da mesma forma que têm razão muitos dos que, longe de atribuir responsabilidades aos animais selvagens que eram comercializados vivos nos mercados chineses, antes responsabilizam a cegueira e a ganância humanas de quem permitia tal comércio, ou seja de todos os que, conhecendo ou podendo conhecer os riscos, nada fizeram para os evitar ou diminuir. Pelo contrário, tentaram ocultar o mais que puderam o conhecimento da realidade, ou seja “esconderam o Sol com uma peneira”.

Caso pretenda saber mais sobre este assunto, contacte o CIAB-Tribunal Arbitral de Consumo em Braga: na R. D. Afonso Henriques, n.º 1 (Ed. da Junta de Freguesia da Sé) 4700-030 BRAGA * telefone: 253 617 604 * fax: 253 617 605 * correio eletrónico: geral@ciab.pt ou em Viana do Castelo: Av. Rocha Páris, n.º 103 (Ed. Villa Rosa) 4900-394 VIANA DO CASTELO * telefone 258 809 335 * fax 258 809 389 * correio eletrónico: ciab.viana@cm-viana-castelo.pt, ou ainda diretamente numa das Câmaras Municipais da sua área de abrangência ou em www.ciab.pt.

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