Correio do Minho

Braga, sexta-feira

O Primeiro beijo entre livros

Amarelos há muitos...

Escreve quem sabe

2013-10-06 às 06h00

Joana Silva

Terminou o Verão, dando lugar ao início de um novo ciclo estacional. Outono é sinónimo de regresso às aulas, rever ou conhecer professores, reencontro de amigos … e quiçá o inicio de outras experiências que tão fortemente fazem “ bater o coração” . Alguns dos momentos muito apreciados pelos adolescentes são, os momentos escolares (desde as aprendizagens, intervalos escolares que facilitam o convivo interpessoal) como também, as saídas em amigos. Convém referir que, para os pais estas saídas são sentidas com preocupação talvez, pelo receio ou pela dificuldade de aceitar que os seus filhos estão a crescer, talvez porque relembram nostalgicamente dos tempos em que eram pequenos. Outros porém, não compreendem que os filhos estão a transitar para uma fase em que desejam maior autonomia e independência e por essa mesma razão, tendem a ter comportamentos mais autoritários tanto em atitudes, como na, em verbalizações expressas mais rígidas com base na suposição ou na negação, “Ainda és muito novo (a) para namoricos!” ou “O namoro são os livros! (aquando por exemplo dos maus resultados escolares)”, expressões estas, que para muitos adolescentes não tem qualquer reflexo posterior na vivência da sua primeira etapa da sexualidade. Saiba que o início do desenvolvimento sexual ocorre, por volta dos 12 e os 14 anos. O primeiro beijo é um dos momentos mais marcantes na vida, não é à toa que se diz “que nunca se esquece”. Os adolescentes sentem este momento de forma diversificada, mais concretamente, o entusiasmo, a curiosidade, o receio de não corresponder às expectativas, tanto do próprio, como do outro, entre outros aspectos.
Aos pais cabe o papel de orientar e aconselhar, o que nem sempre acontece. Infelizmente, quando existe um grande controlo por parte dos pais com o recurso a modelos familiares mais autoritários (como as agressões psicológicas e físicas), os adolescentes podem tornar-se inibidos e até desencadearem mecanismos de negação e rejeição ao inicio da etapa do namoro. Esta situação poderá ainda, suscitar na idade adulta dificuldades em desenvolver ou estabelecer relações ou compromissos amorosos. A adolescência é uma etapa em que se valoriza muito a vivência entre pares, ou seja, entre os amigos. Pela mesma razão,o é comum a partilha de experiências boas ou más notando-se por vezes, que no que toca, ao primeiro beijo, alguns adolescentes sentem a necessidade de imaginar factos que não viveram os experienciaram perante os amigos, por forma a serem aceites pelo grupo. Aqui torna-se importante explicar -lhes que não existem “timings” ( tempos padrão) para acontecer o primeiro beijo. Isto porque é frequentemente, adolescentes até adultos jovens desejarem antecipar um acontecimento ao qual não estão preparados em que, por norma quando não preparados emocionalmente, os acontecimentos são tidos como menos positivos, que podem posteriormente desenvolver ansiedade, medo e por consequência baixa auto-estima. Os pais devem consciencializar -se que a adolescência é tal como as outras fases uma etapa que tem seus benefícios e seus riscos. De lembrar que, é justamente com os riscos que ocorrem as maiores aprendizagens sendo que estas, permitem crescer. Por ultimo, a relação entre pais e filhos não deve ocorrer nos extremos “do oito ou oitenta” mas sim, na determinação de um ponto de equilíbrio em que a base se construa na comunicação, conselho, confiança e compreensão.

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