Correio do Minho

Braga,

O Programa AVES

Amigos não são amiguinhos

Voz às Escolas

2010-04-26 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos

A política organizacional da Escola Secundária Carlos Amarante sempre se pautou pela constante preocupação com a qualidade dos seus serviços e do seu ensino, tendo por objectivo obter resultados satisfatórios e dotar os seus alunos das competências necessárias para a sua progressão académica ou profissional. Nesta óptica, tornava-se necessário adoptar mecanismos que permitissem a identificação dos factores promotores da qualidade do desempenho escolar, bem como dos que a impedem. Foi com esta preocupação que optamos por uma avaliação externa dos conhecimentos dos nossos alunos, sob a forma do “Programa AVES” (Programa de Avaliação de Escolas Secundárias), que passou a ser implementado na ESCA através de um protocolo estabelecido com a Fundação Manuel Leão, desde o ano lectivo de 2003/2004.

O “Programa AVES” surge no ano 2000, no sentido de conciliar mecanismos de avaliação interna e externa das organizações escolares, considerando a heterogeneidade de práticas, dinâmicas e recursos decorrentes da política de autonomia das escolas e atendendo às exigências sociais de “prestação de contas” por parte dos serviços públicos.

Este programa desenvolve-se, de forma contínua, ao longo de vários anos e tem como principal objectivo encontrar o “valor acrescentado” de cada escola para a partir daí, bem como a partir da observância da conjuntura organizacional das mesmas, propor e colaborar na implementação de estratégias de melhoria qualitativa. Aqui, o conceito de “valor acrescentado” representa um valor que se obtém a partir da relação entre o valor obtido por cada uma das escolas e o valor obtido pelo conjunto de escolas em análise, mas também através da comparação das classificações obtidas pelos alunos à entrada do ciclo de estudos e das classificações dos mesmos no final do ciclo. Daí que a operacionalização deste programa consista, num primeiro momento (10º Ano), na aplicação de um conjunto de provas que avaliam os conhecimentos que os alunos adquiriram ao longo do ensino básico nas disciplinas de Português e Matemática e, posteriormente (12º Ano), na repetição dessas provas de modo a observar a evolução científica dos mesmos e assim encontrar o tal “valor acrescentado” da escola.

O “valor acrescentado” médio para cada escola é um valor que varia entre 0 e 100% e, como tal, quanto mais próximo de 100% mais significa um bom resultado. À partida, nenhuma escola apresentará um “valor acrescentado” de exactamente 100%, porque implicaria que o resultado de cada aluno o colocasse na mesma posição. Tal facto é pouco provável e, naturalmente, não se verifica na ESCA.

Por último, podemos dizer que, no caso particular da ESCA, no ano 2009, o “valor acrescentado” é de 92,55%, indicando que, em média, os alunos desta escola obtêm à saída do secundário 92,55% dos resultados que poderiam no máximo obter quando comparados com todos os alunos das escolas de amostra com o mesmo contexto.
É um resultado que nos agrada, mas que procuraremos, ainda assim melhorar.

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