Correio do Minho

Braga, quarta-feira

O progresso pessoal

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Escreve quem sabe

2012-05-18 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

No escutismo entendemos por progresso pessoal, o sistema de progresso ou o currículo colocado à disposição do jovem que este percorre como um caminho personalizado, por ser escolhido por ele próprio, na conjugação de um triângulo formado pelas aspirações, pelo ritmo e pelas necessidades do jovem.

No final deste percurso, cada jovem deve ter-se aproximado do cidadão solidariamente ativo à luz da fé que professa. É neste caminhar, por um percurso da sua responsabilidade, percorrido ao seu ritmo pessoal e com os objectivos por si escolhidos que o jovem desenvolve o seu iti-nerário educativo, enfocado pelos outros elementos do método escutista e pela presença amiga e enriquecedora do adulto.

No presente, estão definidas seis áreas de desenvolvimento, por sua vez subdivididos em três trilhos: físico (desempenho, autoconhecimento e bem-estar), afetivo (relacionamento e sensibilidade, equilíbrio emocional e autoestima), do caráter (autonomia, responsabilidade e coerência), espiritualidade (descoberta, aprofundamento e serviço), intelectual (procura do conhecimento, resolução de problemas e criatividade e expressão) e social (exercer ativamente a cidadania, solidariedade e tolerância e interação e cooperação), este sistema completa-se com objetivos definidos para cada um dos trilhos.

Como facilmente reparamos, há uma autonomia entre cada uma das seis áreas, que estas formam um conjunto, já no interior de cada uma, há uma gradatividade para cada um dos trilhos, estabelecendo-se assim três etapas complementares em que os desafios vão completando e preenchendo as expectativas criadas pelo jovem ao reconhecer ter concluído um ciclo.

Ao percorrer este itinerário educativo que é a principal ferramenta de suporte à progressão pessoal, tendo três características principais: estar centrado no indivíduo; considerar as capacidades de cada um e basear-se num conjunto de objetivos educativos. Assim, o jovem vai adquirindo competências nas diversas áreas que harmonizam o seu desenvolvimento de cidadão e de cristão.

É o próprio fundador que nos avisa que “a autoeducação, isto é, o que o jovem aprende por si próprio, é o que mais tarde irá acompanhá-lo e guiá-lo pela vida fora, muito mais do que qualquer outra coisa que lhe seja imposta por um professor por meio da instrução” (in, O Rasto do Fundador, p.68).

Para que tudo isto seja possível há que conhecer cada criança e cada jovem com quem se trabalha e repetir até à exaustão a pergunta de Baden-Powell nos deixou «pergunta ao jovem», mas isto não deve, nem pode, destruir a ideia que: “O Escutismo não é uma ciência abstrusa ou difícil: é antes um jogo divertido, se o encararmos como deve ser. Ao mesmo tempo é educativo, e, como o perdão, tende a beneficiar tanto quem o concede como quem o recebe” (Baden-Powell, Auxiliar do Chefe Escuta, p. 7) e “a finalidade do Escutismo é perfeitamente simples” (ibidem, p.32).

Como marca deste percurso educativo que vai trilhando, cada criança ou jovem, recebe um emblema reconhecendo a sua etapa de desenvolvimento e tornando-se, desta forma, um exemplo para os mais novos, que ajudará a superar os obstáculos que encontre no percurso, isto é, tornando-se, ele próprio, um verdadeiro educador.

Deixa o teu comentário

Últimas Escreve quem sabe

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.