Correio do Minho

Braga, sexta-feira

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O projecto ‘SEED’

Beco sem saída

Voz às Escolas

2015-02-09 às 06h00

Jorge Saleiro Jorge Saleiro

No passado dia 30 de janeiro, o projeto ‘SEED’ fez a sua primeira apresentação pública após vencer a competição internacional ‘MARS ONE’. Esta competição, a nível mundial, permite aos seus vencedores enviar na expedição a Marte, em 2018, uma experiência científica.
Este projeto, defendido por uma equipa internacional mas com um elenco maioritariamente português, jovem e nortenho, venceu em disputa com projetos defendidos por equipas de países muito mais populosos e poderosos que o nosso (Alemanha, Austrália, Índia, Inglaterra, Estados Unidos). Este facto, só por si, aporta um mérito adicional à vitória alcançada.

Subordinado ao título ‘O caminho para Marte começa em Barcelos’, dois elementos da equipa SEED, o Daniel Carvalho e o Miguel Ferreira, estiveram no Agrupamento de Escolas de Barcelos, na EB 2,3 Abel Varzim e na Secundária de Barcelos, a Escola do Rio, a apresentar aos alunos o trabalho realizado, o que falta realizar, e dando uma perspetiva exemplar de como, sonhando, a obra nasce, com muito estudo e trabalho de equipa. O facto de os palestrantes serem tão jovens aproximou-os da audiência, agilizando muito a mensagem, tornando a comunicação entre palestrantes e alunos natural e fluída.

Mas o projeto SEED esteve, também, a abrilhantar o lançamento do Grande Laboratório 7 da Rede de Pequenos Cientistas. Numa sessão aberta à comunidade e aos participantes de edições anteriores deste projeto do Agrupamento de Escolas de Barcelos, os representantes do SEED promoveram uma sessão muito apelativa e participada, estimulando a curiosidade e promovendo interpelações de todo o auditório. Foi uma excelente sessão de lançamento e promoção da edição de 2015 da Rede de Pequenos Cientistas (RPC).

O envolvimento de cientistas e investigadores tem sido frequente nas ações da RPC. Relembramos que, ao longo das seis edições já realizadas, já estiveram presentes grandes nomes da ciência, nacionais e mundiais, incluindo dois galardoados com Prémios Nobel, da Medicina e da Química, nas duas edições anteriores.
A promoção da importância da escola, da escola pública, do estudo e da investigação, como motores de ciência e promotores do saber junto dos alunos, são decisivos nestes tempos tão adversos para matérias tão “sérias”.

Num período em que a voragem dos dias instiga a ânsia pelo imediatismo e a cupidez pelo material, exemplos e testemunhos de dedicação, persistência, trabalho e colaboração são verdadeiro ouro para motivar os nossos jovens.
A aproximação de cientistas e investigadores às escolas e aos alunos, como meio de naturalizar esta relação, que deveria ser permanente, e como estratégia para entusiasmar para a descoberta e o conhecimento, aliada ao trabalho atento, continuado e dedicado dos professores terá, inevitavelmente, bons resultados.

Retomo o exemplo da RPC. Este projeto tem feito imenso pelo desenvolvimento do estudo da ciência no Agrupamento de Escolas de Barcelos, onde teve a sua génese, mas também junto de todas as escolas que já participaram nas suas atividades.

Com a Dra. Renata Gomes como madrinha, o projeto ganhou uma dimensão e dinâmica ainda maiores. Mas este efeito reflete-se também nos alunos que participam, entusiasmados, em cada nova edição. No cuidado que têm, no final de uma edição, em começar a pensar na participação na edição seguinte. Nos crescentes desafios que colocam a si próprios e aos professores responsáveis, elevando, a cada Grande Laboratório realizado, a exigência consigo próprios e o nível de dificuldade das experiências apresentadas.

Esta iniciativa tem recebido o reconhecimento da comunidade em geral e vai colhendo os apoios que lhe permitem continuar a crescer e a alargar a sua ação. Um dos mais notórios apoios que recebeu foi o Alto Patrocínio do Presidente da República.
Este é o caminho que devemos fazer nas escolas públicas. Não nos resignarmos, não nos deixarmos vencer nem fragilizar por generalizações fáceis. Não soçobrarmos perante as dificuldades. As escolas públicas são capazes de dar respostas adequadas e de excelência ao que os alunos e as famílias delas esperam. A Rede de Pequenos Cientistas é, apenas, um dos melhores exemplos.

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