Correio do Minho

Braga, terça-feira

O que é, afinal, a JSD?

Caminho perigoso

Ideias Políticas

2014-01-28 às 06h00

Hugo Soares

A JSD é, antes de tudo, a juventude partidária do PSD, não é sua no sentido possessivo, porque estatutariamente preserva total autonomia face ao partido, mas é sua no sentido identitário, assumindo e professando a matriz ideológica do partido que lhe deu origem.
A JSD é a maior juventude partidária portuguesa e é formada por milhares de jovens portugueses que diariamente e para além das suas carreiras académicas e profissionais, do mais humilde ao mais insigne, ainda se atrevem a alocarem, para a actividade cívica, o tempo que outros reservam para as suas famílias ou para mera recreação.

Da comunidade mais remota, aos palcos da política nacional são milhares e a esmagadora maioria dos quadros da JSD aqueles que, de forma totalmente gratuita, repito, totalmente gratuita, dispõem do seu tempo para dar um sentido positivo e construtivo às suas vidas. Distantes da amargura do insucesso profissional ou político de figuras que nunca serão ninguém senão quando arremetam contra o bom nome de outras, eles, militantes da JSD, dedicam-se à discussão, ao debate democrático e à procura de soluções concretas que melhorem a vida das suas comunidades e, por outro lado, ainda que para isso nunca tenham contribuído, buscam caminhos para resgatar o país do estado calamitoso em que o encontraram.

A JSD é também o percurso e destino dos milhares de militantes que frequentaram o sistema nacional de ensino superior, em universidades públicas ou privadas, que tiveram ainda tempo para passar por Harvard, pelo Colégio da Europa, pelo INSEAD, entre outras reputadas instituições de ensino internacionais; que se lançaram na criação de empresas, riqueza e trabalho para si e para outros, ou, ainda, dos que, mais cedo e por opção, decidiram fazer do trabalho a expressão do seu empreendedorismo e se dedicaram a profissões técnicas, na agricultura, na construção ou na indústria bem como daqueles, infelizmente muitos, que se encontram no desemprego.

A JSD é a marca do fim do serviço militar obrigatório, é a voz dos que, de forma inovadora e vanguardista, defenderam a despenalização do aborto numa altura em que o tema era tabu e é o espelho nacional da afirmação política da causa dos direitos humanos no contexto internacional. Somos parte do partido mais português de Portugal, mas não deixamos, por isso, de ter sempre os olhos postos na Europa e no mundo, defendendo intransigentemente o processo de integração europeia e a consolidação dos laços da lusofonia.

A JSD é a casa da política irreverente, consequente e responsável. É a consciência crítica do partido, mas é também a crítica consciente do sistema. Somos o que fizemos, mas somos sobretudo o que temos por fazer. Por isso mesmo temos liderado o debate da reforma do Estado, exigimos uma revisão constitucional e encabeçámos a luta da solidariedade intergeracional e da sustentabilidade do Estado. Tudo porque cremos em Sá Carneiro e sabemos que “Portugal não é isto, nem tem de ser isto” e o melhor está mesmo para chegar.

Vivemos e sobrevivemos sempre sob o saudável jugo da batuta exigente, rigorosa e patriótica de quem, na vida pública, trata dos outros e não de si.
A JSD é democracia, um produto da liberdade e uma instituição que com ela se confunde. Aqui chegados, após 40 anos de lutas feitas de vitórias e de derrotas, de alegrias e amarguras, de avanços e recuos, dizemo-lo sem complexos, somos história e somos futuro, merecemos respeito.

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