Correio do Minho

Braga, quinta-feira

O que mudou em Braga?

O Estado da União

Ideias Políticas

2013-12-17 às 06h00

Hugo Soares

Já se passaram quase três meses desde as últimas eleições autárquicas que colocaram Ricardo Rio e a sua equipa à frente dos destinos do concelho. Se três meses não são tempo suficiente para fazer qualquer balanço, é até ridículo falar de balanço com tão pouco tempo decorrido, há sinais que são marcas bem distintivas de uma nova liderança e de uma nova forma de fazer política.

Julgo que a primeira grande diferença situa-se na forma como o actual Presidente da Câmara Municipal se relaciona com os munícipes e com as demais instituições da cidade. Num ápice, Rio fez o que Mesquita nunca fez. Reuniu com todos os presidentes de Junta de Freguesia, todos por igual - incluindo e bem os eleitos pelas demais forças partidárias - auscultando as suas preocupações. Ninguém ficou à porta ou ficou por ser ouvido.

Eram conhecidas as histórias de presidentes de junta de freguesia da Coligação que nunca tinham, sequer, entrado no gabinete do presidente da Câmara! Ao mesmo tempo, e em tão pouco tempo, Ricardo Rio foi terminando com algumas iniquidades que existiam no apoio a instituições que - por uma ou nenhuma razão - nunca tinham sido contempladas pelo executivo camarário. Ainda dentro desta característica de um político mais próximo e mais atento, Rio tem estado no terreno: nas freguesias (sejam elas quais forem), nas instituições e associações, procurando recuperar as forças vivas da cidade para a construção de uma Braga inclusiva que tem muito a ganhar com o contributo de todos.

Por outro lado, o que se prometeu em campanha, está-se a cumprir. Ora, o cumprimento do contrato político firmado com os bracarenses é absolutamente essencial a dois níveis: do ponto de vista estritamente local, porque nos dá consciência de que estamos perante um político de uma geração diferente que faz o que diz; do ponto de vista global, este comportamento de Ricardo Rio é fundamental para garantir a confiança necessária para que os cidadãos voltem a acreditar em quem os representa.

Foi assim no caso da revogação da decisão ruinosa do anterior executivo relativamente aos terrenos adjacentes às ‘Convertidas’, foi assim nos parcómetros, na contratação da auditoria, na escolha de gestores de elevada craveira e com provas dadas no privado para a administração das empresas, na baixa dos impostos municipais, etc…

Por fim, Ricardo Rio tem tomado decisões absolutamente inéditas. Certo do seu caráter simbólico, mas também da sua importância, não queria deixar de destacar a decisão de manter ao serviço de todos os munícipes o parque de estacionamento da Câmara Municipal durante as manhãs de Sábado. O comércio tradicional ganha francamente com esta decisão, ganha o mercado municipal e poupam os munícipes. Às vezes as boas ideias são tão pequenas que se agigantam nos seus efeitos.

Em três meses não se faz um balanço, tão pouco uma avaliação. Mas não deixa de ser verdade que em apenas três meses se corrigiram erros, se inverteram prioridades e apontaram-se caminhos. Há sinais que são elucidativos. Estes, que aqui fui partilhando, dão uma garantia: Braga não se enganou quando escolheu em Setembro último.

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