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O que o Covid-19 provocou e demonstrou

Criado... não aceita mau destino

O que o Covid-19 provocou e demonstrou

Escreve quem sabe

2020-03-28 às 06h00

Humberto Domingues Humberto Domingues

Vivemos neste momento em Portugal e no Mundo, um medo tremendo! Assustador! Avassalador!

São divulgados a todo o momento, números assustadores de mortes e infectados, devido ao “Coronavírus-COVID-19, por todo o Planeta.

A Economia Mundial estremece e perde “ânimo”. A tentativa de encontrar uma vacina para o “Coronavírus” estimula a investigação, o avanço científico, mas também trás ao decima a rebeldia econômica, a ganância do lucro e a hegemonia do poder único, à custa de muitos milhões de dólares, sem se importar de tentar comprar princípios e valores éticos, deontológicos e talvez morais.

A Nação Portuguesa irrompeu nas varandas aplaudindo os Profissionais de Saúde, tentando criar uma corrente positiva de agradecimento a estes Profissionais, que estão na primeiríssima linha, deixando os seus para tratar dos doentes infectados com o COVID-19. Interessa dizer que o combate é também feito por TODOS, nas relações laborais, sociais e familiares. Na higiene permanente das mãos, na distância social, na desinfecção dos espaços e utensílios e na permanência nas habitações. Não pode haver ligeireza de comportamentos perante a agressividade do COVID-19.

Este aplauso das varandas e sacadas, em favor e agradecimento dos Profissionais de Saúde, fez-me lembrar aquela das Bandeiras Nacionais nas sacadas e varandas, no euro/2004. Estranho é que estas manifestações foram provocadas por agentes não Portugueses. Em 2004 foi Scolari o mentor da ideia, em 2020, foi o COVID-19! Estranho!

Mais estranho ainda, porque quando os Enfermeiros Portugueses irromperam o silêncio do politicamente correcto, contra o “porreirismo nacional” com mensagens de insatisfação e denúncia, provocando o acordar da Sociedade anestesiada e dormente, de que o SNS estava desorganizado, depauperado, os Enfermeiros mau pagos, subalternizados e desvalorizados, deu para tudo: deu direito a insultos, calúnias, a ingratidões, a campanhas negras e de perseguição de uma agressividade tremenda, nunca vista, por rostos bem visíveis, mas onde a Sociedade anónima também foi cúmplice, traindo a conquista de um dos pilares da democracia – o SNS – e votando em eleições legislativas, confirmando o poder a quem mais agrediu os Enfermeiros e mais depauperou e empobreceu o SNS. Hoje, perante o “credo na boca”, a pandemia que nos assola, as mortes que vai provocar, e tanto de mau que por ainda aí virá, batem-se palmas das sacadas e tentam-se criar correntes positivas.

Uma coisa é certa, infelizmente, o COVID-19 veio demonstrar o desmantelamento em que o SNS vivia e vive, a desorganização, as suas incapacidades e incompetências e as falências das suas gestões ao longo dos anos. Mas veio mais uma vez tornar límpido e visível, a extrema capacidade de conhecimento científico, de trabalho e de espírito de missão que Enfermeiros, Médicos e Técnicos de Saúde, Portugueses, têm.

Deixou também claro, que apesar desta pandemia, que a passos galopantes tomou conta da Europa e do Mundo, a que Portugal não fugirá, Presidente da República. Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, Primeiro-Ministro, Dr. António Costa e todo o seu Governo, estão numa gestão política de calendário eleitoral na mão. As conferências de (desencontros) Imprensa são a prova disso. A quarentena e a pobre mensagem do Sr. Presidente da República, associada à vaidosa entrevista do Sr. Primeiro-Ministro, são a prova disso. Contudo, perante a realidade da falta de material de protecção e outro, nos Hospitais e Centros de Saúde, o Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, tem um jeito especial de dizer inverdades, com a mesma cara, como se fosse tudo verdade. É preciso efectivamente, ter desfaçatez e arrojo desavergonhado, para fazer desmentir o que está aos olhos de todos. Haja decoro!

Por fim, resta-me, em desabafo, dizer, ainda que politicamente incorrecto: Não esqueço a hipocrisia dos que agora nos aplaudem, incluindo os políticos que hoje nos bajulam, há poucos meses atrás nos crucificavam, insultaram e caluniaram. Estou certo que a política de saúde precisa de ser repensada. As lideranças precisam de ser reavaliadas. As opções precisam de ser escalpelizadas. Os políticos não podem ser desculpados!

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