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O regresso (do lixo) dos eventos

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O regresso (do lixo) dos eventos

Ideias

2022-05-11 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Nesta fase de diminuição de restrições relativas à pandemia, vemos retomar inúmeros eventos que atraem milhares de pessoas e, consequentemente, originam a produção de grandes quantidades de resíduos.
Estes eventos que muito engrandecem o país e, em particular, a nossa região, resultam em muitos esforços para os municípios e para as empresas municipais para os organizarem, nomeadamente, implantando planos de colocação de contentores e recolha antes, durante e após os eventos, um esforço adicional às tarefas habituais.
Tivemos este fim de semana a Rampa da Falperra, onde acorreram cerca de 100.000 pessoas. Este público gosta de encontrar os locais limpos para assistir ao espetáculo, infelizmente, nem todos se preocupam em deixar o local como o encontraram.
A maior parte destas pessoas deslocaram-se para o monte levando consigo os tradicionais “farnéis”. Ora, se chegaram lá com garrafas e lancheiras cheias, não há desculpa para que as vazias não sejam levadas consigo, até ao contentor/ecoponto mais próximo! Não se pode estar à espera que alguém as leve por si. Quando se faz lixo em casa, também não vão lá os trabalhadores da empresa dos resíduos fazer a recolha, têm de tirar os resíduos de casa até ao contentor.
Este comportamento é revelador de uma grande falta de civismo pois há sempre contentores nas imediações dos eventos e, ao longo de todo o percurso, foram colocados vários ecopontos, nos quais foram recolhidas mais de 2 toneladas de resíduos recicláveis, no entanto, quantas mais não foram deixadas no chão, com ecopontos à vista!
A Braval tem desenvolvido enormes esforços estratégicos nesta área, em sensibilização e educação ambiental, investindo em infraestruturas de recolha e limpeza, minimizando também os efeitos desta falta de civismo.
No entanto, os cidadãos estão, e bem, cada vez mais, exigentes, reivindicativos e críticos, mas acabamos por assistir a esta falta de cidadania, de cuidar do espaço comum e de saber-estar em sociedade. É lamentável!
A questão do tratamento de resíduos não está apenas nas empresas responsáveis, a responsabilidade do tratamento de resíduos é também de quem o produz.
Lamentavelmente, dizemos sempre que o mal está nos políticos, mas não, está em todos nós.
Cada um tem de fazer a sua parte.
Ajude-nos, ajudando-se!

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