Correio do Minho

Braga, quinta-feira

O regresso pós-férias

A União Europeia e os Millennials: um filme pronto a acontecer

Escreve quem sabe

2014-09-14 às 06h00

Joana Silva

Domingo à noite, altura em que se recorda com nostalgia o fim-de-semana que tão rápido passou, para não se falar das férias que ‘fugiram’ num estalar de dedos. De regresso às rotinas. Prepara-se de antemão a semana através de uma rápida visualização mental das tarefas e constata-se desde já o seu início que esta se revela intensa e cheia de prioridades e exigências. Ao mesmo tempo dá por si a pensar que no período de férias não era assim, a família levantava-se mais tarde, as tarefas eram organizadas ao longo do dia e conforme surgissem.

Planear a semana?! Depois. Muitos passeios, praia e confraternizações com os amigos. Afinal de contas, um ano de trabalho intenso passou e o merecido descanso chegara. Mas já terminaram… . Tem de levantar cedo, e repara que o sono insiste em tardar, não dorme e a mente tende a divagar para outros pensamentos que não os desejados: a disposição do chefe ou colegas com quem é obrigatório relacionar-se para manter um bom clima de trabalho; o muito trabalho a realizar; o sofrer por antecipação (medos e problemas que possam ocorrer), ou seja, os pais também ficam com o “coração nas mãos” face ao início do período escolar e por último as inúmeras tarefas domesticas.

A readaptação do organismo de regresso ao trabalho nem sempre é pacífica e há quem apelide de depressão pós-férias. É comum as pessoas sentirem maior cansaço generalizado, os “nervos à flor da pele” e “nervoso miudinho” (irritação sem motivo aparente), dores de cabeça predominantes ao final do dia de trabalho, problemas de concentração, problemas de compulsão ou inibição alimentar após as férias fruto do quanto maior tiver sido o mesmo período. Quer-se com isto dizer que, o número de dias de férias é relevante, pois quem só dispõe de poucos dias, como por exemplo, uma semana tende a não sentir a sintomatologia atrás referida ao contrário de quem dispõe de 3 a 4 semanas de férias.

Convém referir que existem outros casos de pessoas, as dos “ mil ofícios” (normalmente com mais do que um emprego) que tem um ritmo de vida “alucinante” em que é imprescindível uma boa gestão do tempo sendo que quando em período de férias em que não estão dependentes de horários tão rígidos o organismo ressente-se, e adoecem. Os especialistas acrescem que se deve ao organismo estar habituado a altos níveis de stress que em situações mais brandas do ritmo de trabalho as defesas baixam.

Num outro contexto de reflexão, e a fim de atenuar os efeitos da “nova” readaptação do organismo é importante não catastrofizar o regresso ao trabalho, isto é, executar uma tarefa de cada vez sem pensar nas outras que se tem de realizar, porque a idealização do volume das mesmas desenvolve ansiedade. Logo o stresse domina o seu corpo e estado de ânimo. Outra dica é dividir o período das férias pelo ano, repartindo-as. Mesmo que as férias tenham terminado pode sempre usufruir de um fim-de-semana alargado em que lhe permite fugir da rotina.

Se a situação económica não lhe permite desfrutar da dica acima referida, pode sempre alterar um pouco da sua rotina. Mais concretamente, calendarizar mais que não seja, aos sábados à tarde sempre atividades diferentes ou reunir/socializar com os amigos. Se porventura iniciou uma atividade diferente nas férias como por exemplo um desporto (zumba, aulas de dança) e se o faz sentir bem, porque não mantê-lo ao longo do ano?! É que todos sem excepção precisamos de atribuir aos próprios um “miminho”. O trabalho faz muita falta mas viver só para o mesmo não é de todo bom.

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