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O respeito pelas instituições será o mesmo?

Poderá o phygital acentuar a relação dos leitores com as suas bibliotecas?

O respeito pelas instituições será o mesmo?

Escreve quem sabe

2020-10-10 às 06h00

Humberto Domingues Humberto Domingues

Habituamo-nos a ver e a ter respeito pelas Instituições, particularmente por aquelas que são/foram (?) referenciais, nomeadamente, para o caso, a Direcção-Geral da Saúde (DGS). No âmbito político, a Presidência da República merece também esta distinção, assim como os Tribunais, por estarem, ou parecerem estar, acima de interesses menores, mundanos e de oportunismo à custa do protagonismo mediático e efémero, muitas vezes político.

É certo que as Instituições, só por si, não são nada mais que edifícios, casas, mobiliário e computadores. A grande essência das Instituições são as pessoas! São as Pessoas que fazem os lugares e constroem ou destroem as Instituições. Há pessoas que trazem os seus valores e vão valorizando e dignificando as instituições. Outras servem-se precisamente das instituições para seu uso pessoal!

Temo que, tudo o que se passou e está a passar com o Covid-19, já tenha descredibilizado a DGS e continue a considera-la uma Instituição mais política do que Técnica e cujas decisões deveriam apenas sustentar-se na evidência e conhecimentos científicos. Parece-nos que, muito do que se tem passado, é por conveniência ou ao sabor do poder governante e dominante das esquerdas. É dramático ver a Srª. Directora-Geral, Drª. Graça Freitas, dizer, desdizer-se e voltar a desdizer-se, sobre o mesmo assunto, entre o saber científico e o seu não saber político, usada ao belo prazer de “interesses”. Por ventura este Governo “usa-a”, em favor da sua sobrevivência política, com cedências e condutas pouco exemplares para a decência, seriedade e interesse nacional?

Temos casos gritantes nesta DGS com o COVID-19: Desde o início e pelas palavras da Drª. Graça Freitas, dizia que esta infecção nunca chegaria a Portugal, depois a novela sobre o uso das máscaras, as visitas aos lares, e por último as contradições sobre as regras da “Festa do Avante” e dos outros festivais, jogos de futebol e as regras para o início das aulas, colmatando com o reconhecimento que a DGS não trata muita da informação que lhe chega, sobre a COVID-19, etc… Inúmeros exemplos deste percurso errático.

No caso da Justiça, com o caso da “Operação LEX” não será verosímil levantar dúvidas sobre milhares de acórdãos? Parece-me lícito que agora se ponha em dúvida os acórdãos elaborados e proferidos pelos Srs. Juízes Rui Rangel e Fátima Galante, tenham sido “mesmo justos”. E no caso de não terem sido “justos”, devido à possível implicação de favores e corrupção envolvida, que podem fazer agora os “lesados”? Outra dúvida mais abrangente, obrigatoriamente se coloca, tendo como assente sempre, que “a árvore não faz a floresta”, haverá mais casos destes, ocultos, na Justiça?

E que respeito merece um Ministro que compra carruagens em sucata à “Renfe Espanhola”, dizendo que foi um bom negócio, mas que afinal, ditas composições estão cheias de “amianto”, que para as tornar utilizáveis é preciso removê-lo e reformular ditas carruagens. Isto é um bom negócio? E depois de removido o “amianto” e reformuladas, qual o preço final real? A quem querem enganar?

Temos uma Presidência da República, à custa do seu actual “inquilino”, vulgarizada, com uma imagem gasta, “embrulhada” em selfies, abraços e beijinhos, enganadora quanto à proximidade com o Povo e a célebre frase oca: “deve averiguar-se até ao fim”! Com esta frase, adiam-se os problemas, dilatando no tempo decisões, que se percorrerem os corredores da Justiça, darão origem a qualquer sentença, de culpa ou absolvição, que será sempre injusta, pela falta de celeridade.

O que dizer da nomeação do Presidente do Tribunal de Contas, Juiz José Tavares. Por onde vai passar o nome do “Tribunal de Contas”? Será que é “exemplar” esta postura do Sr. Presidente da República e do Sr. Primeiro-Ministro, nesta nomeação apressada do novo Presidente do Tribunal de Contas? Deve esta instituição Tribunal de Contas, com a importância que tem no Estado Português, passar por toda esta suspeita? A Imprensa (independente) tem noticiado e bem, todas as relações de proximidade do agora nomeado com o Governo de Sócrates e do que implicou de prejuízos ao Estado Português, pago por todos os contribuintes portugueses. Será esta polémica salutar para a credibilidade deste Tribunal, dentro e fora de Portugal?

Para bem de Portugal, das instituições e da confiança que os Cidadãos precisam de ter nas Instituições, urge uma mudança de conduta e protagonistas!

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