Correio do Minho

Braga, segunda-feira

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O serviço Nacional de Saúde

Regionalização e representação territorial

Ideias

2014-10-10 às 06h00

J.A. Oliveira Rocha J.A. Oliveira Rocha

Os jornais ingleses do passado fim de semana fizeram eco duma discussão sobre o futuro do serviço nacional de saúde inglês. Segundo os especialistas, o NHS atravessa um processo de rutura. Assim, está a falhar no tratamento do cancro; tornou-se incapaz de lidar com umas populações cada vez mais envelhecidas; e, por outro lado, o pessoal da saúde sente-se desmotivado, desmoralizado e subvalorizado socialmente.

Os sinais da crise são evidente no aumente do tempo de esfera.
Mas qual é a causa da corrente crise? Deve-se fundamentalmente à diminuição do orçamento em saúde. O dinheiro injetado na área tem diminuído drasticamente a partir de 2009, sendo que, em 2014 está ao nível de 2006. Simultaneamente a procura tem aumentado. Assim, na Inglaterra em 2010 havia cerca de 640 mil pessoas com idade superior a 65 anos; em 2012 esse número era de 800 mil. E, embora o uso de tabaco tenha baixado, o número de obesos aumentou de 13% em 1993 para 26% em 2012. Os diabetes ligados a obesidade custam hoje milhões e milhões de libras.

Como consequência aumentou o tempo de espera, de tal modo que a crise do NHS pode converter-se num problema de saúde, já que os sistemas está “at breaking point”. E o pode acontecer já neste inverno.

E se um problema como o Ébola alastrar a Europa pode tornar-se uma catástrofe.
A solução passa necessariamente pelo aumento da dotação orçamental. Lá, como cá, os cortes foram tal ordem que paralisaram muitos serviços. Os ganhos de eficiência atingiram um limite do razoável estando o sistema preso por fios.

Depois da educação paga pelos alunos, pelo menos no nível do superior, os jornais avançam para o aumento dos preços do uso do sistema de saúde. Sugere-se o pagamento de 75 libras (cerca de 100 euros) por cada noite passada no hospital. Mas se isso acontecer o NHS tenderá a acabar como serviço aberto a toda a população e tendencialmente gratuito.
Talvez estejamos a porta de um novo mundo (ou velho mundo) que não anuncia coisa boa.

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