Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Orçamento Participativo: Um novo olhar sobre a política

Como sonhar um negócio

Ideias Políticas

2014-09-02 às 06h00

Francisco Mota

Após o período de férias retomo as minhas crónicas saudando todos os leitores do Correio do Minho, em especial todos os Bracarenses. Escolhi para início de época, como tema desta primeira crónica, o Orçamento Participativo como um novo olhar sobre a política.

O orçamento participativo não é uma novidade, é uma ferramenta usada em vários municípios e tem como objectivo principal incentivar o diálogo entre eleitos, técnicos municipais, cidadãos e a sociedade civil em geral. Traduz-se na democratização da construção da cidade e é a oportunidade dos cidadãos poderem projectar a sua rua ou a praça onde vivem, tendo em conta que são eles próprios que propõem, idealizam e ajustam as necessidades do ambiente onde estão inseridos, ao seu dia-a-dia face à finitude de recursos.

Este é um momento de grande importância para a prática democrática, dá a possibilidade a todos os Bracarenses de formarem, com as suas ideias e projectos, a visão de cidade. Para além disso, é um sinal claro que as decisões municipais, não passam apenas pelos gabinetes políticos, mas que os cidadãos são chamados a contribuir para a construção de uma Braga cada vez maior e acima de tudo cada vez melhor e com mais qualidade de vida.

A responsabilização dos cidadãos para além de cada acto eleitoral, de quatro em quatro anos, faz com que a nossa sociedade demonstre uma evolução no modelo social e cultural de participação, com o objectivo de uma cidadania activa a onde acredito que ninguém deve nem pode ficar de fora. Por outro lado, é o retrato de um novo olhar sobre a política, com a aproximação ao poder de decisão de cada cidadão, transformando assim o paradigma da política e dos políticos, dando a esta arte o seu verdadeiro designo de diálogo permanente, próximo e representativo.

No entanto, sendo este o primeiro ano do Orçamento Participativo, é um momento de aprendizagem, carecendo de ajustes que vão ser necessários para encontrar o melhor modelo de funcionamento com o objectivo de ano para ano envolver mais pessoas e projectos. Contudo o importante é que a medida já foi tomada e os Bracarenses deram uma resposta muito positiva com mais de 130 projectos submetidos. Projectar o futuro da cidade está nas mãos de cada cidadão, de cada bracarense em participar e de juntos prepararmos um futuro melhor onde todos nos orgulhemos da nossa cidade, da nossa freguesia e da nossa rua.

Não poderia deixar de referir a importância de um maior envolvimento dos jovens e das organizações de juventude no projecto do Orçamento Participativo. É fundamental a sua participação, quer seja através das escolas, quer seja a titulo individual ou em grupo, os jovens tem o dever de participar e de se sentirem motivamos no afirmar de uma nova dinâmica para Braga.

Julgo que este é o momento da juventude e dos dirigentes associativos de se colocarem de pé e darem o sim para um novo modelo de estar em sociedade, nunca esquecendo que o futuro é aos jovens que pertence e as decisões de hoje são as consequências de amanhã.
Enquanto cidadãos têm a obrigação de ambicionar um futuro melhor e só tomando parte nos projectos de decisão é que o podem influenciar, daí a sua participação ser indispensável.

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