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Origens

O primeiro Homem era português

Origens

Escreve quem sabe

2022-04-10 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Origens. De acordo com o dicionário de língua portuguesa, a palavra origem pode ser percebida, como o início. Em termos sociais, pode ser o ponto de partida de algum projeto ou de uma vida. As origens carregam a subjetividade de, por exemplo, a vivência na mesma cidade ou determinado lugar, mas os caminhos e as decisões são sempre diferentes. Está relacionado com o que se é, as “raízes” e o crescer mais pessoal de cada pessoa. Mas também as “origens” permitem, ter o livre-arbítrio de decidir para “onde se quer ir”. Indubitavelmente, quer se queira ou não, equipara-se a expressão, “Nunca te esqueças das tuas origens.”, à humildade. Certamente que já escutou, em jeito de referência a alguma pessoa, que a mesma havia “perdido” a simplicidade. Não obstante, e do ponto de vista social, a simplicidade é percebida, pelas atitudes comportamentais, daquele/a que não esquece as suas origens e sabe “de onde veio”, após ser bem-sucedido em algo. A humildade é a expressão social daquele/a que é “simples” contrariamente ao “sentir-se superior”. Sim é verdade, que há quem de facto, obtenha sucesso nomeadamente, profissional e “esqueça” quem um dia “lhe deu a mão” e quem “nunca o/a desamparou”. A “tal” pessoa que esteve sempre nos bons e nos maus momentos e que incentivou sem vacilar um único momento, ao mesmo tempo que escondia atrás de um sorriso, o medo e o receio, de que algo pudesse correr mal. “Esquecer” ou “deixar para trás”, sem qualquer motivo, essa mesma atitude que se diga de cruel, diz mais da personalidade de quem não teve respeito ou consideração do que o/a que ajudou de boa vontade. Deve-se sempre fazer o bem, embora nem sempre seja reconhecido ou valorizado. De lembrar que, quem tem determinada atitude incorreta com aquele/a que ajuda, terá atitudes bem piores com outras pessoas não tão disponíveis. Isto para referir que, até pode “chegar ao topo”, mas certamente que não permanece muito tempo, devido à sua pouca empatia de se “colocar no lugar da outra pessoa”. Mas há um outro lado, que nem sempre é compreendido ou entendido…
Pessoas que não apoiaram e que tiveram conhecimento das “batalhas e sacrifícios” daquele/a com quem por exemplo, cresceram ou até trabalharam, agora ao ver esse alguém numa posição de destaque, não aceita que o/a mesmo/a, por exemplo, não lhe fale. Na maioria dos casos, os fatores de “deixar para trás”, isto é, de ser indiferente, está relacionado frequentemente com criticas sucessivas, embora, para se manter o equilíbrio relacional, por vezes, se “feche os olhos”, ou não se queira escutar, ou até se “deixa andar”. Se alguém inicia o seu próprio negócio, porque foi um sonho que sempre idealizou, e se à sua volta, tem falta de apoio e escuta até, “Não vais conseguir.”, “Deixa-te disso” etc. , não há como reconhecer valor emocional à pessoa mais tarde. Casos também em que o apoio, se rege na base de uma perspetiva calculista de o que posso “mais tarde alcançar com…”, também não fará jus a um bom reconhecimento emocional da pessoa. Quem é empreendedor/a, tem a expectativa de ter a colaboração da sua rede de amizades (normalmente) mais chegadas. Se se abre, por exemplo, uma padaria, espera-se talvez que os conhecidos, comprem o pão. Suponha, neste contexto, que compram pessoas que não são aqueles/as que o/a “viu nascer / ou crescer”, pois preferem comprar em outras padarias. Aqui também, podem não existir evidências de como reconhecer valor, após o sucesso da padaria. Na mesma linha de pensamento, não há reconhecimento de valor emocional, quando alguém procura uma informação, por exemplo, “Sabes onde posso encontrar o produto x” e tendo conhecimento que o/a amigo/a abriu o seu espaço há pouco tempo, e vende o produto, indica outro espaço que não dele/a. Por último, e não menos importante, quando se tecem comentários depreciativos e “chegam” até à pessoa visada, também é muito difícil, posteriormente reconhecer valor emocional. Isto para dizer, que ser-se bem-sucedido/a implica muitos sacrifícios e igualmente perdas. Nem sempre o “crescer”, o “conviver”, o “conhecer” são suficientes para se manter vínculos de amizade. As perdas existem, porque outrora, em vez de “acrescentar”, “diminuíram”. Quando escutar que determinada pessoa, “não é a mesma”, ou que o “sucesso” e/ou “recursos monetários” a mudaram é importante, procurar perceber o que está por detrás. Será que o “não reconhecer as origens”, está na pessoa que cingiu o contacto, ou na pessoa que deprecia com as palavras no “tornou-se superior”. As origens relacionam-se sempre com o caracter. Somos o resultado das marcas que deixámos nos outros. A verdade é transparente. Nunca se esquece de quem fez bem, assim como, quem fez mal também não.

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