Correio do Minho

Braga, sábado

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Os 100 anos do Theatro Circo e I Concurso de Jovens Criadores

E tudo o mais que a seguir se verá…

Escreve quem sabe

2016-01-24 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

O Município de Braga, através do Pelouro do Desporto e Juventude lançou um desafio aos jovens criadores com o objectivo de incentivar o espírito criativo e inovador na área da moda, nomeadamente, no vestuário, calçado e joalharia. Um desafio inspirado no tema simbólico do ‘Theatro Circo: 100 anos de História’, que se concretizou com a realização da Gala Final do I Concurso de Jovens Criadores. Um fantástico evento cultural, onde os seis finalistas apresentaram os seus trabalhos.
Um excelente prólogo da programação da “ Braga 2016 - Capital Iberoamericana da Juventude”, que contou com o apoio da Associação Comercial de Braga (ACB), da Associação Industrial do Minho (AIMinho), do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), e do movimento DishMob, assumindo-se como ‘rampa de lançamento’ para os jovens criadores, premiando a sua capacidade criativa e empreendedora.
A criativa Carla Simões foi a grande vencedora, do I Concurso de Jovens Criadores de Braga! Numa iniciativa que teve como público-alvo os jovens naturais ou residentes no Concelho de Braga, com idades compreendidas entre os 16 e os 35 anos, com ou sem formação de produção de moda. A jovem criadora Juliana Antunes foi distinguida com o segundo prémio e Ana Cunha arrecadou o terceiro lugar, tendo sido seleccionados para a Gala final, a Cândida Pinto, o José Ribeiro, e a Sílvia Freitas.
Dinâmica competitiva desenvolvida ao longo dos últimos meses, que possibilitou aos jovens a participação num programa de “mentoria”, que teve como objectivo acrescentar valor às peças que foram produzidas, e apresentadas no palco de talentos, em que se transformou a sala principal do Theatro Circo. Um momento que se integra num dinamismo mais vasto, no que diz respeito às políticas de juventude do Município, assumindo a suas responsabilidades de ser a cidade mais jovem do país e umas das cidades mais jovens da Europa, também se integra, de forma coerente, no propósito de consolidação da “marca Juventude”, como a sua matriz identitária.
Um “diamante estratégico” que assenta em três grandes ativos e forças do território do Concelho: os jovens como um ativo forte do território; setores de atividade fortes, com potencial do ponto de vista do emprego e da inclusão social; capacidade operacional instalada, com forte articulação dos stakeholders. Dinamismo que está associado à capacidade de pensar coisas novas que, adicionada à capacidade de as pôr em prática (o empreendedorismo), alicerça a Inovação (novidade de produtos ou serviços), apostando no incentivo à diferenciação pela inovação, através da criação de novas ideias (criatividade) e que são colocadas em prática, com valor acrescentado.
Um eixo estruturante assumido pelo Município de Braga. Uma aposta no empreendedorismo, como um dos principais mecanismos de promoção do desenvolvimento da economia, inovação e bem-estar. Um processo dinâmico de mudança, visão e criação, que tem por base a identificação de oportunidades e novas soluções por parte dos jovens empreendedores, com o objetivo de suprir necessidades das pessoas, em que se inscreveu a organização deste concurso.
Sendo neste caso, concretizado através da moda, entre muitos outras setores, que vai dos setores mais tradicionais, passando pela área da solidariedade social, a par da aposta no empreendedorismo de base tecnológica. Processo onde pontua a ação da Startup Braga, que tem a sua base no GNRation, um pólo de atração de criativos das mais diversas áreas de expressão artística, que completa o papel da Theatro Circo, o ao nível da animação cultural da cidade, num registo mais ágil e informal, centrado nos jovens criativos.
Um modelo capaz descobrir ou despertar os talentos locais, desenvolver a sua projeção nacional e internacional, potenciando as suas potencialidades locais. Construção de comunidades mais sustentáveis, deixando de fazer sentido a oposição entre políticas públicas centradas no património histórico, na cultura popular e tradicional, por contraponto à criação artística.
Tal como foi escrito, a propósito dos Encontros da Imagem, John Gardner defende que a “capacidade inovadora das sociedades depende da capacidade de atração de homens e mulheres criativas”. A cultura é, nesta perspetiva, um factor de diferenciação de uma nova visão de desenvolvimento, aliado à qualidade, à valorização de Braga, como “cidade de tradição”, como “cidade cultural”, como “cidade inovadora”, como “cidade empreendedora”, como “cidade criativa” e, sobretudo, como “cidade de juventude”.
Desiderato, em que o Município está a apostar com a Fundação Bracara Augusta, apoiada pela Agência Nacional Juventude em Ação, através do Programa Erasmus+ com a implementação do projeto “ 100% Youth City”. Um projeto que tem como objetivo, a certificação das Políticas de Juventude locais no contexto Europeu, que tem por base o desenvolvimento de um inquérito aos jovens, sobre as medidas a serem definidas no apoio técnico, financiamento, infraestruturas, medidas de co-gestão e a definição de um plano estratégico para a Juventude, no contexto da Braga 2016 - Capital Iberoamericana da Juventude.

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