Correio do Minho

Braga, sexta-feira

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Os 50 anos da Escola Secundária de Barcelos

Beco sem saída

Voz às Escolas

2016-03-21 às 06h00

Jorge Saleiro Jorge Saleiro

É sempre motivo de satisfação a celebração de um quinquagésimo aniversário, tanto mais quando este se reveste de diversidade e de uma história feita de outros aniversários. Assim acontece com a Escola Secundária de Barcelos.

A sua história começou há cinquenta anos, mais precisamente com a publicação, no dia 25 de Agosto de 1966, do despacho ministerial que determina a criação, em Barcelos, de um Liceu. Na sua génese, o Liceu de Barcelos funcionava como Secção Mista do Liceu Sá de Miranda, de Braga, iniciando a sua atividade nesse ano, com duas turmas, dos 1º e 3º anos de escolaridade, em Barcelinhos, nas margens do Cávado, num antigo palacete pertencente à família Sá Carneiro e que hoje em dia é conhecido como Casa do Egito.

Em 1967/68 passaria a funcionar com os 1º, 2º, 3º e 4º anos de escolaridade. No ano letivo seguinte, em 1968/69, a população escolar do Liceu aumentou significativamente, passando a funcionar juntamente com o Ciclo Preparatório, entretanto criado. Foi nesse mesmo ano que, pela primeira vez, se realizaram exames de 5º ano em Barcelos.
Em 1970/71, foi criado o 6º ano. É então, nesse mesmo ano, em Junho, que o Liceu publica uma Revista trimestral intitulada “Muralha”.

Devido ao assinalável crescimento que o Liceu registava, e porque, continuando a ser uma Secção Mista do Liceu Sá de Miranda, obrigava alunos e famílias a deslocações a Braga para tratar de matrículas, requerimentos ou quaisquer outros documentos administrativos, foi solicitada a sua autonomização, o que veio a acontecer em 1971. Nestes primeiros tempos de existência, dirigiu a Escola, primeiro como vice-reitor (enquanto Secção do Liceu Sá de Miranda) e depois como Reitor (como Liceu Nacional de Barcelos), o professor Ângelo Aires.

O Liceu Nacional de Barcelos acompanha então, naturalmente, as vicissitudes da década de 70, com particular destaque para o 25 de Abril e para as convulsões que se lhe seguiram. Logo após o 25 de Abril, foi escolhida, entre o Corpo Docente, uma Comissão Diretiva incumbida da direção provisória da Escola e de que fazia parte, entre outros, o professor Ângelo Aires. Entretanto, em Janeiro de 1975, foi eleita democraticamente, por voto presencial e secreto, a primeira Comissão de Gestão da Escola. O seu primeiro presidente foi o professor Luís Manuel Cunha.

Verifica-se, nessa altura, uma democratização do acesso ao ensino com a consequente explosão da população escolar. Este facto levou a que houvesse a necessidade de procurar novos edifícios (provisórios) para as atividades letivas, recorrendo-se, inclusivamente, ao edifício da Cadeia Nova, entretanto desativada.

Com a reforma do sistema educativo, o Liceu de Barcelos, fruto da sua localização, passa a ser, durante um curto período, designado por Escola Secundária de Barcelinhos, conforme está registado nas primeiras edições da revista “Amanhecer” (que continua a ser publicada anualmente na Escola Secundária de Barcelos).

A progressão nas necessidades de novos espaços, ditadas pela massificação do ensino, fez com que houvesse necessidade de encontrar novas soluções. Assim, em 1985, a Escola cruzou as margens do Cávado, transferindo-se para as novas instalações, na Quinta do Bessa. Retoma, assim, a sua designação e associação à cidade, passando a designar-se Escola Secundária de Barcelos. Estas instalações foram crescendo, tendo sido adicionado um novo bloco de aulas à edificação original e, mais tarde, construído um pavilhão gimnodesportivo. É neste espaço que se inicia, em 1987, a implantação do Arboreto de Barcelos, projeto singular e marcante da Escola Secundária de Barcelos.

Em 2009, a Escola Secundária de Barcelos é integrada na fase 3 da Parque Escolar, o que levou a um processo de requalificação que culminaria com o edifício atual, concluído em 2013 e cuja edificação foi determinada pela existência do Arboreto de Barcelos nas instalações escolares.
Em 2012/2013, fruto do processo de agregação de escolas, a Escola Secundária de Barcelos passa a ser a sede do novo Agrupamento de Escolas de Barcelos que integra as escolas do então Agrupamento de Escolas Abel Varzim.

É com este breve enquadramento histórico que assinalamos o cinquentenário da nossa Escola. As celebrações irão decorrer durante este ano, recuperando e revivendo muitos mais momentos desta longa história que contarão, igualmente, com a participação da Associação dos Antigos Alunos do Liceu Nacional de Barcelos, que editará uma publicação alusiva à efeméride.

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