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Os cidadãos continuam a confiar no trabalho da UE

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Os cidadãos continuam a confiar no trabalho da UE

Ideias

2020-10-29 às 06h00

Alzira Costa Alzira Costa

No dia 23 de outubro, a Comissão Europeia (Comissão) publicou os resultados de um novo inquérito realizado entre julho e agosto de 2020 aos cidadãos europeus. Num período conturbado marcado pela pandemia de coronavírus, a Comissão quis perceber como estava a confiança dos cidadãos europeus sobre as instituições e o resultado foi bastante esclarecedor.
No relatório, ficou evidenciada a preocupação dos cidadãos europeus com a situação económica atual e com as possíveis consequências que a pandemia COVID-19 pode trazer para a economia europeia. Perto de 65% dos cidadãos inquiridos consideram que a situação é “má” e 42% pensam que a economia do seu país irá recuperar dos efeitos adversos do surto do coronavírus num período de tempo não inferior a 3 anos.
Apesar dos receios que o surto COVID-19 trará para a economia europeia, o Eurobarómetro aponta que a confiança nas instituições europeias continua estável e que a maior parte dos cidadãos europeus confia no trabalho desenvolvido pela Comissão Europeia presidida por Ursula von der Leyen. Esta confiança é evidente quando mais de 6 em cada 10 europeus afirma confiar nas decisões tomadas a nível europeu. O trabalho desenvolvido pelas instituições europeias durante o pico registado no 2º trimestre do ano, deixou a maioria dos cidadãos satisfeitos com as medidas tomadas pelas instituições europeias, apesar de não ser um fator consensual entre os inquiridos. No entanto, os cidadãos europeus esperam que a União Europeia (UE) aponte como máximas prioridades a definição de uma estratégia para enfrentar uma crise semelhante no futuro; a criação de uma política europeia de saúde; e desenvolver meios financeiros para encontrar um tratamento ou uma vacina.
Quanto aos fatores nacionais, para além da grave situação económica que a UE atravessa, os cidadãos ainda referem a sua preocupação em torno das finanças públicas dos Estados-Membros (EM) – algo justificável pelo tremendo esforço que os governos dos EM têm vindo a realizar para manter estável as suas respetivas contas e a manutenção de milhares de postos de trabalho que foram colocados em perigo este ano. Consequentemente, face ao contexto atual, a saúde e o desemprego aparecem também como outras das principais áreas que preocupam os cidadãos.
Deste relatório, importa referir ainda que a maioria dos cidadãos inquiridos continua a sentir-se como cidadão europeu e está satisfeito com o funcionamento da democracia na UE. Além disso, a maioria mantém o seu otimismo em relação ao futuro do projeto europeu.
Deste relatório, podemos retirar conclusões bastante otimistas se considerarmos o grave contexto atual que a Europa atravessou durante o primeiro semestre. Durante a pandemia, o trabalho da UE esteve à vista de todos. Quem não se recorda de todo o material disponibilizado à Itália através do mecanismo Europeu de Proteção Civil e que ajudou a salvar centenas de vidas? Ou do trabalho incansável do Parlamento Europeu e da Comissão para criar o instrumento financeiro “Next GenerationEU” - uma resposta financeira que permitirá uma recuperação mais rápida aos EM mais afetados pela pandemia, através de subvenções ou empréstimos com condições económicas mais favoráveis? Ou até mesmo da preservação de milhares de postos de trabalho que foram colocados em perigo por causa da pandemia, através de apoios financeiros a empresas para que não despedissem nenhum trabalhador? Estes resultados demonstram que o trabalho realizado foi compreendido e bem aceite pela população. Demonstra que a UE percebe cada vez melhor as necessidades dos cidadãos não só a nível macro-económico, mas também a nível local e social, e que os cidadãos europeus podem confiar no trabalho desenvolvido até ao momento.
A UE saiu da primeira vaga de COVID-19 pela Europa com a sensação de que fez o que estava ao seu alcance em face das suas competências para auxiliar os cidadãos numa fase bastante inglória para todos nós.
Graças a isso, a UE já iniciou conversações para a criação do programa #EU4Health – um programa que pretende reforçar o grau de preparação da UE para as principais ameaças sanitárias transfronteiriças e reforçar os sistemas de saúde para que possam enfrentar epidemias de uma forma mais preparada. Em suma, a UE mostra que está ao lado dos cidadãos e tudo fará para proteger a nossa saúde e os nossos interesses.

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