Correio do Minho

Braga, sábado

Outra vez o desrespeito com as futuras gerações?

O nível de vida português pode ser ultrapassado pelos países do leste europeu

Ideias Políticas

2012-10-16 às 06h00

Francisco Mota

Nos últimos anos temo-nos deparado com sucessivas hipotecas das gerações vindouras por parte do executivo da Câmara Municipal de Braga. O Partido Socialista na prática é responsável por gastar hoje, os recursos do futuro. Se por um lado é moralmente condenável por outro tratasse claramente de gestão nociva e sempre que se justifique deve-se accionar os mecanismos de investigação para que os responsáveis respondam pelos seus actos.

Num simples exercício de matemática percebemos que não podemos compactuar com este tipo de atitudes, porque este tipo de gerência representa um trilhar de caminho oposto ao desígnio nacional. O PS de Braga age sem responsabilidade e com uma grande falta de respeito para com os bracarenses, nomeadamente com os jovens, pois não pensa no futuro das próximas gerações mas sim nas futuras eleições.

E assim sendo, de uma forma aleatória, basta enumerarmos alguns exemplos das más práticas socialistas: piscina olímpica abandonada (8 milhões); Regeneração Urbana (17 milhões); Campos de Futebol sintéticos (43,5 milhões); Concessão dos parquímetros (3 milhões); Monte Picoto (3,5 milhões); Iva da construção do estádio municipal (5,5 milhões).
Contabilizado, nestes exemplos estamos a falar em cerca de 80 milhões de euros que por má aplicação dos recursos públicos ou por irresponsabilidade política significam facturas demasiado pesadas para as futuras gerações pagarem.

Nesta última semana fomos surpreendidos com mais uma oferenda do PS, um contrato de 30anos do aluguer do estádio municipal a onde os munícipes bracarenses contraem uma factura no valor de 11,82 milhões de euros. Penso que é incompreensível que se continuem a replicar erros em benefício dos mesmos do costume.

Para além de ser um negócio ruinoso para os cofres da autarquia demonstra evidentemente a falta de visão e estratégia da prática desportiva em Braga, porque se por um lado deparamo-nos com extinção de modalidades como o atletismo com o argumento das dificuldades económicas, este cai por terra quando somos confrontados com valores como os que anteriormente referi. Trata-se única e exclusivamente de uma questão de prioridades.

Não quero com isto assumir, como já referi noutras alturas, que o futebol deve ser atirado para segundo plano, mas exigir que todas as modalidades mereçam o mesmo tratamento e condições para a sua prática desportiva.

Os bracarenses dão e deram tanto pelo clube da terra e do coração, não seria o momento de o SCB retribuir? Hoje o nosso clube arrecada milhões, a esfera europeia trouxe não só reconhecimento competitivo mas também uma saúde financeira para a modalidade. Penso que fazia todo o sentido enquanto inquilino pagar todas as custas com a manutenção do seu estádio. A conjuntura difícil que vivemos deve ser de exigência para todos e não prejudicar uns em benefício dos outros.

Com esta exposição de factos rapidamente deparamo-nos com uma realidade dura e inquestionável, é que os efeitos nefastos das prioridades do Partido Socialista em Braga irão perpetuar-se durante décadas.
A gestão municipal deve e tem que seguir um outro rumo, porque a estratégia de Braga deve ser consistente e consequente, para que nunca se coloque em causa o amanhã, ou seja, apostar no presente preparando o futuro.

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