Correio do Minho

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O Estado da União

Ideias Políticas

2014-03-25 às 06h00

Pedro Sousa

Aí está mais um esqueleto saído da herança que o Partido Socialista deixou em Braga. O GNRation venceu, esta semana, o Prémio Nacional de Regeneração Urbana, tendo sido considerado a melhor intervenção com impacto social no ano de 2014.

O projecto GNRation surge em 2012 como marca de Braga 2012: Capital Europeia da Juventude. O conceito ergue-se assente na requalificação de um espaço privilegiado localizado no coração da nossa cidade. Este edifício, pelas mãos do anterior executivo socialista, pretendia assumir-se como um edifício âncora em áreas tão vitais como a arte, a tecnologia, a ciência e inovação, o empreendedorismo, a cultura e a livre criação.

Um espaço com esta matriz constitui um cluster fundamental na edificação de um novo paradigma estratégico de desenvolvimento para Braga à semelhança do que acontece em outras cidades europeias que assumem a cultura como pilar basilar no seu desenvolvimento.
Estreitando a cooperação com a Universidade do Minho - considerada pela Times Higher Education como uma das 400 melhores universidades do mundo, e com o Instituto Ibérico de Nanotecnologia - Instituição referência a nível mundial, permitir-se-ia impelir uma concepção de modernismo, vanguardismo e progressismo.

Em Setembro último, o município assistiu à transição para um novo executivo que cedo se apressou a divorciar-se da “pesada” herança socialista. Ricardo Rio nega a elevada relevância social que as instituições supra-municipais insistem em atribuir ao GNRation. Um espaço que se queria jovem, criativo e inovador vê o seu futuro entregue aos servicismos administrativos e ao recenseamento militar.

O GNRation deveria ser a ponte entre aquilo que Braga é e representa e aquilo que Braga quer afirmar no futuro e, não poderá nunca, ser um espaço e um conceito atreito às filas de pessoas e serviços administrativos. Imaginemos se o Tate Modern de Londres fosse colocado à disposição dos serviços administrativos dos soldadinhos de sua majestade, ou se, porventura pudessemos pagar a conta da água no Louvre em Paris. Espaços com esta matriz são cruciais na evolução das sociedades modernas. Aqui ao lado, em Espanha, Bilbao assiste a um crescente desenvolvimento desde a abertura do Museu Guggenheim em 1992.

Em Braga, Ricardo Rio continua a negar a herança socialista. Foram 37 anos de trabalho na afirmação de Braga como uma cidade cosmopolita, dinâmica, cultural e catalisadora do melhor que a nossa juventude faz. 37 anos que merecem destaque a nível nacional.
São estes esqueletos que Ricardo Rio afirma encontrar, que elevam Braga a um nível de reconhecimento nacional e internacional que deve orgulhar qualquer bracarense.

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