Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Parabéns AAUM

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Ideias Políticas

2011-12-16 às 06h00

Pedro Sousa

Na próxima segunda-feira a Associação Académica da Universidade do Minho completa trinta e quatro anos. A história, rica e marcante, da AAUM é indissociável da história da Universidade do Minho e da própria história da cidade de Braga.
Sou em boa medida um filho do Associativismo. Ao longo da minha vida, ainda curta, tive a oportunidade de participar em diferentes formas de expressão associativa. Fi-lo no associativismo juvenil, estudantil, político e, mais recentemente, abracei o associativismo desportivo.

Sou um filho grato. Foram muitas as aprendizagens, as ferramentas e as competências que desenvolvi nas diferentes associações por onde tive a honra de passar.
No que à AAUM diz respeito, posso, também, dizer que sou um filho da casa. Não andei por lá muito tempo mas o tempo que por lá andei permitiu-me ganhar uma enorme admiração por aquela casa, por aquela instituição, pela sua identidade e cultura.

A AAUM é de há muitos anos a esta parte uma estrutura imprescindível para os estudantes da Universidade do Minho. Esta, qual fortaleza inexpugnável, assume sempre e de forma intransigente a defesa dos seus interesses, disponibiliza um sem número de serviços que ajudam a desonerar e a qualificar a frequência universitária (transportes entre os Campi de Braga-Azurém, as reprografias, o Gabinete de Apoio ao Aluno...), contribui para a diversificação da sua paleta formativa (oferecendo regularmente espaços de educação não formal), valoriza o desenvolvimento pleno dos seus estudantes através de uma oferta de prática desportiva universitária (saudando, aqui, a este respeito, com inteiro mérito, a superior coordenação do Departamento de Desporto e Cultura da Universidade do Minho) do que melhor se vê em Portugal e, sem medo das palavras, em toda a Europa.

Tudo isto feito, quase em exclusivo (excluem-se daqui uma vintena de esmerados funcionários que ajudam a máquina a carburar a todo o vapor), por estudantes em regime de voluntariado, que ao mesmo tempo que prosseguem os seus estudos universitários, entregam o seu tempo livre e o melhor de si para, de forma desinteressada, descomprometida, mas sempre abnegada ajudarem, todos os dias, a construir a melhor academia do país.

Falar da AAUM é também falar de cultura. São muitos os grupos culturais, que funcionando com autonomia, são indissociáveis da AAUM. Estes assumem expressões tão ricas e tão eclécticas que torna difícil elencá-los a todos. Ainda assim, referir as tunas, o teatro, os coros, a percussão como formas de expressão cultural que encontram sempre na AAUM o melhor acolhimento e ajudam a dar a Braga aquele to-que tão especial de cidade jovem, colorida e vibrante.

No desporto faltam palavras para qualificar a importância da AAUM para a cidade. São muitos os eventos de dimensão nacional e internacional que a AAUM tem conquistado para Braga, dando, constantemente, prova da sua capacidade de organizar grandes eventos que honram, obviamente, a AAUM, a Universidade do Minho, a cidade de Braga e o país. Referindo-me, apenas, às coisas mais recentes lembrar o II Campeonato da Europa de Taekwondo, ontem terminado, e os campeonatos do Mundo de Futsal Universitário a realizar em 2012, e de Andebol Universitário a realizar em 2014.

Há pouco falava de cultura e de identidade. É aí, de facto, que a AAUM se destaca de muitas congéneres nacionais. Não são, infelizmente, muitas as associações académicas por esse país fora que são totalmente independentes dos partidos políticos.
A AAUM é.
Com isto não quero dizer que não seja uma estrutura altamente politizada. É-o e tem de o ser. A sua acção exige que o seja. Agora não é partidarizada, ou seja, nenhuma agenda de nenhum partido político em particular condiciona a condução dos destinos da Associação Académica da Universidade do Minho. Ainda bem.

Podia aqui falar de mil e uma coisas mais desde o Liftoff, às intervenções de cariz mais social como às dádivas de sangue que batem recordes ano após ano mas quero acabar a falar de pessoas.
As instituições são as pessoas e, por isso, quero lembrar alguns daqueles que muito deram a esta casa. Deixar, assim, um abraço especial ao meu amigo Roque Teixeira e ao Pedro Soares, aqueles com quem partilhei direcção e que imprimiram a sua marca de competência, rigor e entusiasmo na condução dos destinos da Associação Académica da Universidade do Minho. Quero, também, aos novos órgãos, a serem empossados em breve desejar as maiores venturas e sucessos na liderança da AAUM.

A fechar um abraço a outro amigo. Ao Luís Rodrigues. Não fui parte da sua direcção em nenhum dos seus mandatos mas fui, como sempre, um observador atento das questões da academia em geral e da académica em particular. Deixa atrás de si um legado de competência, de independência, de transparência e de enorme amor às causas da Academia.
Hoje a AAUM é, mais do que nunca, com a sua marca, com o seu selo, a melhor Academia do País.

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