Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Parlamento dos Jovens

Pecado Original

Voz às Escolas

2010-11-17 às 06h00

Maria da Graça Moura

Aescola é um espaço de constante enriquecimento! Nela, diariamente, vivem-se experiências que marcam positivamente os nossos jovens, experiências que determinarão grande parte dos seus percursos no futuro!
Nem sempre as dinâmicas educativas transparecem para fora dos seus muros! Derrubá-los é o objectivo e é, para isso, significativo dispor deste espaço, usar esta porta aberta para dar a conhecer a criatividade e a responsabilidade dos nossos alunos, bem como o empenho e a dedicação de todos os responsáveis pela sua integral formação!
O Projecto “Parlamento dos Jovens”, destinado aos alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, é
de tudo isso um exemplo!

Sob o tema de grande pertinência ”Violência em meio escolar“ arranca, mais uma vez, na EB 2,3 André Soares.
Dinamizador, é o seu melhor atributo. Envolve todas as turmas, apelando à representação democraticamente organizada. Primeiro, envolvendo todos os delegados e subdelegados, tendo como objectivo a apresentação do projecto pela Coordenadora do mesmo. Depois, a divulgação da informação nas aulas de Formação Cívica. Os delegados discutirão o tema, organizando pequenos debates. Formar-se-ão as listas (cada lista pode envolver alunos de várias turmas), organizando o seu projecto de recomendação com duas medidas a propor à Assembleia da República, no âmbito da “Violência em meio escolar. “

Este projecto constitui uma estratégia inovadora para a integração curricular e para a formação cívica e desenvolvimento integral dos nossos jovens alunos. Os princípios orientadores que subjazem ao Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro preconizam a integração, com carácter transversal, da Formação Cívica em todas as áreas curriculares. Neste sentido, não podemos nunca trabalhar projectos que preconizam estes princípios, isoladamente. É urgente que todos potenciem a realização de aprendizagens significativas e a formação integral dos alunos, através da articulação e de contextualização dos saberes.

Por outro lado, “a educação para a cidadania é uma componente do currículo de natureza transversal, em todos os ciclos, sendo o seu objectivo central o de contribuir para a construção da identidade e o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos. Esta componente curricular não é da responsabilidade de um professor ou de uma disciplina, atravessando todos os saberes e passando por todas as situações vividas na escola. Por isso, só poderá concretizar-se através de um plano que abranja o trabalho a realizar nas diversas disciplinas e áreas do currículo. (Decreto-Lei n.º 6/2001).

Assim, procuraremos envolver ao máximo a escola no Projecto ‘Parlamento dos Jovens’ com o objectivo de dar voz ao aluno, como sujeito da aprendizagem, tornando-o num participante activo das situações que vivência na escola, de lhe permitir trabalhar a partir de uma visão global do currículo, em que as competências específicas de cada disciplina/área curricular, se perspectivam numa relação transdisciplinar e interdisciplinar, de forma a tornar significativas e pertinentes as aprendizagens e para que possa experienciar uma participação activa no espaço democrático da escola para todos.

Este projecto resulta de uma parceria entre a Assembleia da República e o Ministério da Educação.
Não nos ocorreria melhor estratégia para promover uma vida saudável e sem violência na escola e, por via disso, na sociedade!

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