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Pedido de desculpas da Sr.ª Ministra da Saúde, aos enfermeiros, não chega

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Pedido de desculpas da Sr.ª Ministra da Saúde, aos enfermeiros, não chega

Escreve quem sabe

2018-12-21 às 06h00

Humberto Domingues Humberto Domingues

A Srª. Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido, apesar de ter formulado um pedido de desculpas, via telefone, à Srª. Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Enfª. Ana Rita Cavaco, para mim não é suficiente. Não chega! O pedido de desculpas de Vª. Exª., têm de ser feito pela mesma via, por onde proferiu as “acusações e os insultos”, portanto, pela Sua própria voz, via rádio TSF ou televisão. Concretamente, foi numa entrevista à TSF/DN que chamou a todos os enfermeiros portugueses “criminosos” e que negociar com os grevistas é “beneficiar o infractor”! Como? Se a greve cirúrgica é legal, cumpre os preceitos legais, segundo até, o parecer do Conselho Consultivo da PGR e, estão a ser assegurados os cuidados mínimos, cirurgias urgentes e cirurgias oncológicas.
O gesto que teve de ligar à Srª. Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, não chega! E não chega, porque a agressividade manifestada contra os enfermeiros, já tem episódios anteriores. Para além disso, quando proferiu tais acusações e insultos não foi por telefone, foi na referida entrevista à TSF/DN.

A atitude que teve de se justificar, pedindo desculpas através de um telefonema, é uma atitude de um ser menor, sem coragem política para o fazer aos microfones da TSF e por isso, eticamente condenável.
Para além disso, o problema com o qual lutamos mantem-se latente. E o que os enfermeiros portugueses desejam ver atendidas, são as propostas de uma nova carreira digna, com 3 categorias, incluindo a de Enfermeiro Especialista, apresentadas pelos Sindicatos que apoiam a greve cirúrgica. É isso que está em cima da mesa.
Só nestes termos estarão sanados os conflitos e a agressão que a Srª. Ministra da Saúde protagonizou e dirigiu aos enfermeiros portugueses.
Acrescento que, mesmo assim, está Vossa Excelência, Sra. Ministra, ferida pela incompetência política que demonstrou ter e que inclusivamente, foi já acusada pelo seu camarada de partido e Presidente da Câmara de VN de Gaia, Eduardo Vitor Rodrigues, em declarações públicas, onde disse que a Sra. Ministra devia ter dado “uma prova de vida mais acentuada do que deu” e que teve uma atitude de “desprendimento com arrogância” no conflito com os enfermeiros.

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