Correio do Minho

Braga, sábado

Pensar Braga - Espaços Verdes e Ambiente

Mercado de Trabalho em Portugal, uma visão crítica

Ideias Políticas

2014-05-13 às 06h00

Francisco Mota

Nas últimas semanas tivemos a oportunidade de assistir a uma serie de posições sobre a gestão do espaço público, mais propriamente do tratamento dos espaços verdes na nossa cidade. A verdade é que para qualquer cidade cosmopolita os espaços verdes, os parques de cidade entre outros equipamentos que permitem o usufruto da população e que reforçam a qualidade de vida de toda a comunidade são encarados como prioridade máxima no planeamento e desenvolvimento sustentável do seu território.

Isto espelha o pensamento critico do governo da urbe, reconhecendo que a política ambiental deve estar subscrita em qualquer área de actuação municipal. Olhando para a realidade bracarense e conjugando os eixos que a esta matéria dizem respeito, planeamento e desenvolvimento sustentável, deparamo-nos facilmente que a capital do Minho percorreu isolada de uma politica de sustentabilidade, conseguindo acumular danos gravosos para aquele que deveria ser um ambiente natural e por seu turno assegurando o desenvolvimento sustentável da cidade e a qualidade de vida de quem nela habita.

Facilmente poderia incorrer na tentação de falar dos últimos 30 anos do executivo socialista, mas muito mais do que apontar os erros do passado, até que esses são facilmente detectaveis e reconhecidos por toda a sociedade bracarense, cumpre-me agora olhar o futuro com responsabilidade e seriedade dando ao nosso concelho uma marca distinta na politica ambiental que não apenas se afirma como uma ambição pessoal, mas sim, como cumprimento daqueles que são os desafios do programa da Europa 2020.

Assim sendo, a tutela do ambiente da Câmara Municipal de Braga tem sabido reposicionar a importância do desenvolvimento sustentável e todas as preocupações ambientais que a si confere, de tal modo que como alguns diriam “projectou-se e debateu-se mais sobre ambiente nos últimos seis meses, do que nos últimos 20 anos na nossa cidade”.

Podendo desde logo enumerar uma serie de actuações que merecem a forte concordância de toda a comunidade civil e politica que são elas: a disponibilidade para o combate à poluição do rio torto, rio cavado e rio este; a defesa da mancha florestal com a actuação dos sapadores florestais em todo o território; a consciencialização de pais e alunos para a importância de cada um na defesa do ambiente; as aventuras pelo ambiente proporcionando o contacto com a fauna e a flora do concelho que por muitos era desconhecida entre outras iniciativas.

Quanto ao zelo dos espaços verdes e a todo o “burburinho” sobre este assunto não passa por ser um aproveitamento politico de uma oposição impreparada e que apenas sabe dar a critica pela critica.

Se não vejamos, o município de Braga dispõem dos melhores jardineiros do mundo mas ainda assim com a redução de 17 funcionários nesta mesma área e com o aumento de área coberta pelos serviços de jardinagem em todo o concelho, torna-se, diria eu, quase impossível assegurar com o mesmo grau de eficiência e eficácia o que ate à bem pouco tempo era possível fazer.

Mais ainda não nos podemos esquecer qua nas últimas 4 semanas entre pontes e feriados houve uma redução considerável do numero de dias de trabalho efectivo. Por outro lado e não menos importante o desequilíbrio meteorológico, entre chuva e sol constantemente, permite um aceleramento do crescimento da vegetação como é o caso da relva.

No caso concreto dos canteiros da Avenida da Liberdade expressa claramente aquilo que foi a falta de planeamento sustentável do passado e que este executivo teve a consciência de não esbanjar mais de 15 mil € em meia dúzia de metros quadrados. Esta como outras zonas da cidade tem que ser repensadas com o objectivo de conjugar as necessidades da nossa comunidade bem como a sustentabilidade financeira do município que é quem investe, bem como quem acumula a factura da manutenção.

Estamos a falar de erros estruturais do passado mas que merecem urgentemente uma resposta do presente para prevenir o futuro. Dessa forma não desvalorizo, mas bem pelo contrario, a possibilidade de a curto prazo da adjudicação dos serviços de jardinagem e manutenção dos espaços verdes a privados, caso os actuais serviços com a nova reorganização devido às novas competências das Juntas de Freguesia não consigam dar a devida resposta.

Por último de valorizar a necessidade de Braga estar na dianteira dos programa ADAPT (ADAPTING PORTUGAL TO CLIMATE CHANGE) que muito poderá contribuir para o colmatar de necessidades estruturais no ambiente da cidade e ainda o envolvimento no programa ECOXXI que é estratégico no seio do desenvolvimento sustentável.

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