Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Pensar o Agrupamento…

O Estado da União

Voz às Escolas

2016-01-25 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos

No passado dia 22 de janeiro comemoramos o Dia do Agrupamento, celebrando, como tem sido hábito, o nosso patrono Carlos Amarante.
Temos referido várias vezes, nestas crónicas e não só, o nome Carlos Amarante, patrono da escola secundária e sede do agrupamento de escolas com o mesmo nome. Permitam que lembre, mais uma vez, quem foi e a razão desta comemoração.

Carlos Luís Ferreira da Cruz Amarante nasceu em Braga, no dia 30 de outubro de 1748 e pertenceu ao Real Corpo de Engenheiros, vindo a falecer no Porto, no dia 22 de janeiro de 1815. O seu contributo ao nível da engenharia e arquitetura é, sobretudo, visível nas cidades de Braga e Porto, onde podem ser vistas importantes obras como a Igreja do Bom Jesus, a Igreja do Pópulo, a Reitoria da Universidade do Porto, a Igreja da Trindade, entre outras.

No ano letivo de 1996/97 elegeu-se, após proposta apresentada por uma comissão liderada pela professora Matilde Catalão ao Conselho Pedagógico de então, o dia 22 de janeiro, data da morte do seu patrono, como data comemorativa do Dia da Escola (ESCA).
Estas comemorações sempre abriram a escola à comunidade, registando uma grande adesão, desenvolvendo sentimentos de pertença, pois centram-se em atividades diversificadas que envolvem alunos, professores, pessoal não docente, encarregados de educação e convidados.

Este ano, com um programa vastíssimo, as comemorações foram excecionais, tendo em conta o grande envolvimento de todo o Agrupamento, desde as crianças do pré-escolar, passando por escolas do 1º ciclo, escola EB2,3 de Gualtar e escola sede.

Tivemos variadíssimas actividades: exposições, concursos, jogos, torneios desportivos, conferências, worshops. Os espaços da escola sede estiveram abertos a toda a comunidade educativa, com salas temáticas, laboratórios de biologia, física, química, geologia, matemática, eletrónica, mecânica, exposições de trabalhos de artes, de fotografia, mandarim e outros.
No final do dia, promovemos o debate a que chamamos “Pensar o Agrupamento…”, aberto a toda a comunidade educativa. Consideramos que seria o momento ideal, no culminar das comemorações que, pela primeira vez, envolveram todo o Agrupamento de Escolas Carlos Amarante.

O debate foi apresentado pela coordenadora da Oficina de Eventos e liderado por representantes da comunidade educativa (diretora, presidente do Conselho Geral, Vereadora da Educação, coordenadores de departamento, presidente da associação de pais e presidente da associação de estudantes). Debatemos as dificuldades sentidas com o mega Agrupamento, a nossa cultura de escola, como vivemos o dia a dia, como nos vemos, o que falta fazer e como poderemos melhorar.

Concluímos que não foi nem é fácil trabalhar, educar, ensinar e aprender numa mega estrutura como a nossa. Os constrangimentos são muitos: a distância entre unidades orgânicas que dificultam a aproximação dos elementos da comunidade, a gestão de proximidade é difícil, há mais recursos mas a distribuir por mais espaço, dificuldade em nos conhecermos e em conhecer os diferentes espaços que integram o Agrupamento.

Perante estes constrangimentos, professores, alunos, pessoal não docente, pais, encarregados de educação e amigos do nosso agrupamento superam-se sempre, ano após ano tentando fazer melhor, tentando abrir para as nossa crianças e jovens “percursos com futuro”, assim cumprindo o lema do nosso projeto educativo.

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