Correio do Minho

Braga, sexta-feira

- +

Plano de transição digital para a educação

Franklim Oliveira: o Primeiro Chefe Nacional dos Escuteiros Católicos

Plano de transição digital para a educação

Voz às Escolas

2021-05-10 às 06h00

Jorge Saleiro Jorge Saleiro

Através da Resolução do Conselho de Ministros nº 30/2020, de 21 de abril, há pouco mais de um ano, foram conhecidas as linhas de ação do Plano de Ação para a Transição Digital. Este documento enquadra os objetivos, os vários pilares em que assenta o Plano, as medidas para cada um deles e a estratégias de intervenção para a sua implementação.
Um dos pilares, designado por “Capacitação e inclusão digital das pessoas”, inclui três áreas de intervenção, a saber: a educação digital, a formação profissional e requalificação e a inclusão e literacia digital. Este pilar é o que mais releva para a escola pública, incluindo alunos e docentes na prossecução dos objetivos que lhe subjazem.

Desde logo, a medida nº 1, o Programa de Digitalização para as escolas, prevê a “disponibilização de equipamento individual ajustado às necessidades de cada nível educativo para utilização em contexto de aprendizagem”, a “garantia de conectividade móvel gratuita para alunos e docentes, proporcionando um acesso de qualidade à Internet na escola, bem como um acesso à Internet em qualquer lugar”, o “acesso a recursos educativos digitais de qualidade” e a “ferramentas de colaboração em ambientes digitais que promovam a inovação no processo de ensino -aprendizagem, estimulem a criatividade e a inovação, permitam o acompanhamento à distância da sala de aula” e a “definição de processos conducentes à realização e classificação eletrónica de provas de avaliação externa em ambiente digital”.

O facto de ter sido publicado há um ano, pouco depois do primeiro confinamento, parece indicar que já estaria a ser preparado antes, mas o seu teor aparenta ser uma resposta aos desafios que março de 2020 colocou a todas as Escolas. De qualquer modo, há já muito tempo que as Escolas sinalizaram a urgência de intervir nesta área, uma vez que a última intervenção de fôlego tinha acontecido em 2008. Ora todos sabemos o que a tecnologia evoluiu desde então. Tornava-se insustentável para as escolas prepararem os cidadãos do futuro com ferramentas datadas e obsoletas.
Iniciou-se, portanto, o processo de distribuição de equipamentos e acesso à Internet por alunos e docentes, com critérios pré-definidos. Este foi um processo em grande escala, com centenas de milhares de equipamentos a serem disponibilizados.

Do ponto de vista material, fica a faltar o apetrechamento das Escolas com equipamentos atuais e robustos e com acesso à Internet com largura de banda suficiente para a sua utilização em contexto escolar.
Na nossa opinião, tão ou mais importante do que dotar as Escolas com equipamentos é formar profissionalmente para a otimização da sua utilização para fins pedagógicos. De acordo com a Resolução, o programa “prevê também uma forte aposta na capacitação de docentes” e “técnicos de tecnologias de informação em cada escola, através de um plano de capacitação digital de professores, que garanta a aquisição das competências necessárias ao ensino neste novo contexto digital.” O Conselho de Ministros declara que os benefícios esperados com esta medida são “a modernização tecnológica das escolas, aproximando os alunos das ferramentas de produtividade e colaboração que podem encontrar num ambiente de trabalho profissional.”

Neste momento, com a contribuição dos Centros de Formação, as Escolas já se encontram a trabalhar nos seus Planos de Ação para o Desenvolvimento Digital das Escolas. Esta é uma parte essencial de todo o processo, que virá a desenvolver a capacitação digital dos docentes, de uma forma estruturada e diferenciada, respondendo às necessidades de formação diagnosticadas através de ferramentas próprias, visando dotar os docentes com a capacidade de utilizar a tecnologia com as metodologias adequadas.

Será quando confluírem estas duas vertentes (material e capacitação) que este Plano começará a cumprir os seus desígnios, munindo o país com recursos materiais e humanos capazes de enfrentar uma sociedade cada vez mais marcada pela tecnologia, que exige a cada um estar permanentemente atualizado.
No que diz respeito às Escolas, ainda que se venha a intensificar a utilização da tecnologia com o propósito de reforçar as aprendizagens dos alunos, nunca nos devemos esquecer do que a pandemia veio demonstrar: a tecnologia é uma preciosa ferramenta, mas é na Escola e com os professores que melhor as aprendizagens acontecem.

Deixa o teu comentário

Últimas Voz às Escolas

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho