Correio do Minho

Braga, terça-feira

Pode a cidade educar?

Desprezar a Identidade, Comprometer o Futuro

Voz às Escolas

2012-11-05 às 06h00

Maria da Graça Moura

“É necessário toda uma aldeia para ensinar uma criança”
(Provérbio Africano)

Pensar sobre a função social da escola, pressupõe contextualizá-la, no conjunto de desafios propostos pela sociedade emergente, e complementar os saberes construídos com uma formação mais eclética sobre tudo o que nos rodeia.
(Re)construir, no seio da escola, a função social da educação, é uma empreitada coletiva, que implica compromissos e diálogos múltiplos entre escola-cidade e cidade-escola. Diálogos estes orientados pelas escutas e olhares atentos das crianças e dos jovens, ao património imaterial que fervilha na cidade e que transforma este espaço num cenário rico de itinerários sociais, pedagógicos e culturais.

A escola, enquanto instituição social, deve construir-se num sistema aberto para manter trocas regulares com a comunidade, num processo de intervenção educativa, em termos de espaços, de tempos, de atores sociais envolvidos, de partilha de responsabilidades e de participação, assegurando que o sucesso educativo dos alunos só é possível, com a colaboração de todas as estruturas e contextos que constituem o mundo do aluno.

O aluno é um veículo privilegiado das trocas de comunicação entre a escola, as famílias e a cidade, pelo que é fundamental unir sinergias na identificação de ações conjuntas a desenvolver.
Ainda muito recentemente, o cordão humano pela luta contra o cancro, uniu muitos alunos, de muitas escolas, incluindo a escola André Soares.

É frequente a participação dos alunos do agrupamento, em diversas manifestações, ações de solidariedade, de sensibilização, de entretenimento, entre outras, promovidas pela autarquia ou por diversas entidades e instituições da cidade. Este facto não é realidade, ocasionalmente!

O agrupamento de escolas André Soares, a par com o investimento no sucesso educativo dos alunos, do desenvolvimento dos seus conhecimentos científicos, aposta, tal como o determina o seu projeto educativo, na educação para os valores, como referenciais para a ação, distinguindo o que se valoriza, as ações que se desenvolvem e os valores que as determinam.

Perseguindo este objetivo, e na sequência da atribuição ao quinto ano de + cidade, implementou-se, no sexto ano de escolaridade, como oferta complementar, uma disciplina de nome +cidadão, na qual se desenvolve um programa completo de valores de cidadania democrática, como a liberdade, a igualdade, a tolerância, a autonomia, a responsabilidade, o respeito, a não discriminação, a justiça, a participação, a solidariedade, a justiça social, a democracia, o respeito pelas leis, a paz, a cooperação, o compromisso, o amor, a amizade, a assertividade, a família, a humildade.

Para dotar os alunos destas competências sociais, é fundamental dotá-los também de conhecimentos estruturantes sobre o direito e o dever e da reciprocidade entre os dois; do sentido das regras, da sua construção, da aceitação e do cumprimento das mesmas; dos comportamentos, das consequências das ações, de quem somos e do que fazemos.
Cabe a toda a comunidade a responsabilidade de fazer o caminho para um melhor futuro! O agrupamento de escolas André Soares já iniciou a caminhada!

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