Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Por um Mundo melhor

Uma ideia de humano sem história e sem pensamento?

Ideias Políticas

2015-12-15 às 06h00

Francisco Mota

Uma cimeira histórica num sábado que poderá marcar a viragem no desenvolvimento sustentável do nosso planeta. Depois de anos com avanços e recuos num processo de negociações difíceis, eis que finalmente se consegue um acordo para conter o aquecimento global.
Paris juntou 195 países para o “sim” a um novo tratado internacional, que envolverá todas as nações num esforço colectivo para tentar conter a subida da temperatura do planeta a 1,5ºC.

O momento que se vive é tão inédito que é a primeira vez que surge um acordo internacional, com força legal, a vincular todos os países a fazerem esforços para conter as suas emissões.
Acreditando que o acordado será comprimido fica a certeza de que por volta de 2050 o mundo terá praticamente abandonado os combustíveis fósseis e as emissões que restarem de gases com efeito de estufa serão anuladas pela sua absorção por novas florestas ou pela sua captura e armazenamento.

Inédito é também o modelo de acordo que tem por base os planos nacionais autônomos. Na prática cada País a cada cinco anos, terá que elaborar o seu plano com os objectivos e metas por si assumidos para a luta contra o aquecimento global.
Com este novo paradigma na política das alterações climáticas, não existem metas impostas e todos têm de participar, e não apenas os países desenvolvidos, embora estes tenham de liderar os esforços na redução de emissões de gases com efeito de estufa.

Este “liberalismo” na diplomacia climática acresce um maior grau de responsabilidade aos governos, tendo sido por esse facto alvo de diversas críticas entre as quais a falta de ambição.
Ainda assim, o ‘Acordo de Paris’, salvaguarda com um mecanismo de monitorização e reforço dos planos nacionais o cumprimento dos objectivos bem como os países desenvolvidos comprometem-se em ampliar a ajuda às nações mais vulneráveis no sentido de assegurar a continuidade dos planos.

A maior dimensão de garantia deste acordo é o seu carácter universal e comprometedor que foi capaz de vencer as divergências dos últimos quatro anos de intensas negociações.
Este passo de gigante na Humanidade pode e deve ser valorizado, é legítimo por parte dos seus intervenientes, como também não deixa de ser legítimo que os mais pessimista digam o contrário, pelo tratamento que é dado, infelizmente, a este tipo de matérias.
Só nos resta esperar e pelo bem das futuras gerações esperemos poder contribuir Por um Mundo melhor.

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