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Portugal com o maior aumento de diplomados em matemática e ciências

Novo ano, “ano novo”!

Ideias

2011-04-21 às 06h00

Margarida Marques Margarida Marques

A União Europeia acabou de publicar um relatório sobre o estado da educação nos 27 Estados membros. O documento revela que, na generalidade, os países fizeram bons progressos, mas vem sobretudo chamar a atenção para a necessidade de serem desenvolvidos mais esforços de forma a serem alcançadas as metas propostas até 2020, no âmbito das linhas fundamentais de crescimento definidas na Estratégia Europa 2020.
Portugal registou o melhor resultado a nível europeu no que toca ao aumento do número de diplomados em matemática, ciências e tecnologia. Mas, no caso do abandono escolar precoce, há ainda um caminho a percorrer pelo nosso país, mesmo que os progressos nos últimos anos neste campo tenham sido significativos. A nível dos 27 Estados membros, o relatório mostra-nos que, em média, os países atingiram os objectivos no que toca ao número de licenciados em matemática, ciências e tecnologia. Já em relação à redução do abandono escolar, aumento do número de alunos que concluem o ensino secundário, melhoria das competências em leitura e aumento da percentagem de alunos a participarem no ensino e formação, as metas, tal como foram definidas pelos Ministros da Educação em 2009, ficaram aquém do desejado.
Recordemos, então, os objectivos a que os países se propuseram atingir até 2020: uma taxa de abandono precoce do ensino e da formação inferior a 10%; 40% (pelo menos) de cidadãos entre os 30 e os 40 anos a concluírem o ensino superior; 95% das crianças entre os três e os quatro anos a frequentarem o ensino pré-escolar menos de 15% de jovens com competências insuficientes em leitura, matemática e ciências inferior e finalmente uma média de, pelo menos, 15% de adultos a frequentarem programas de aprendizagem ao longo da vida.
Vejamos agora o que o relatório nos revela sobre o estado da educação em cada um dos objectivos em 2009 (alguns dos parâmetros reportam-se a 2008). No caso da educação pré-escolar, a participação aumentou em média na UE, entre 2000 e 2008, seis pontos percentuais. França, Bélgica, Países Baixos, Itália e Espanha detinham as taxas de participação mais altas. Em Portugal, em 2008, a taxa situava-se nos 87%, oito pontos mais alta que em 2000. A média europeia era de 92,3%.
Em relação ao aproveitamento, o desempenho melhorou passando de 2000 para 2009, de 21,3% de alunos com fraco desempenho em leitura para os 20%. Os melhores resultados verificaram-se na Finlândia, Países Baixos e Estónia. Portugal registava em 2009 uma percentagem de 17,6% (a média europeia era de 20%).
No que toca ao abandono escolar precoce, Polónia, República Checa e a Eslováquia conseguiram os melhores valores. A média europeia situava-se, em 2009, nos 14,4% e em Portugal esse valor atingia os 31,2%, (tendo este valor sido reduzido para 28% em 2010) uma das percentagens mais elevadas da UE. Quanto ao nível de educação atingido pela população jovem, o relatório revela que, de 2000 a 2009, a percentagem de jovens que conclui o terceiro ciclo do ensino secundário aumentou dois pontos percentuais; de 76,6% para 78,6%. Em Portugal, os valores atingidos situavam-se nos 55,5%. A Eslováquia, República Checa e Polónia detinham os melhores resultados.
Em relação aos diplomados em matemática, ciências e tecnologia, os valores são muito favoráveis a Portugal, com o país a ter um crescimento, entre 2000 e 2008, na ordem dos 193%. Também a Eslováquia e República Checa conseguiram muito bons resultados, com 185% e 141% respectivamente. A média europeia rondava os 37,2%.
A Irlanda, Dinamarca e Luxemburgo alcançaram os melhores resultados da UE, no campo da conclusão do ensino superior, na faixa etária dos 30 aos 40 anos. Com uma média europeia de 32,3%, Portugal detinha em 2009, uma taxa de 21%. Quanto à participação de adultos em programas de aprendizagem ao longo da vida, os países melhor colocados eram a Dinamarca, Suécia e Finlândia. Com uma média nos 27 Estados membros de 9,3%, Portugal registava, em 2009, apenas 6,5 pontos percentuais. Na Dinamarca, esse valor atingia os 31,6%. Interessa salientar que a prática nos mostra que são as pessoas que têm um nível de escolarização mais elevado que mais procuram formação ao longo da vida.

Os Estados membros deverão agora apresentar os seus programas nacionais de reforma à Comissão Europeia. Nesses programas, os 27 países deverão estabelecer metas nacionais em matéria de abandono escolar e de diplomados do ensino superior e medidas concretas para atingir essas metas. Essas metas não podem ser postas em causa neste contexto de crise económica. Investir em educação é investir no emprego e no crescimento económico dos países.

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