Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Primárias PS: Vote pelo Seguro

Uma ideia de humano sem história e sem pensamento?

Ideias Políticas

2014-09-23 às 06h00

Pedro Sousa

O próximo Domingo traz no horizonte uma novidade política capaz, no meu entender, de influenciar de forma decisiva a forma como os Portugueses se relacionam e interagem com os Partidos Políticos.
Falo, obviamente, das Eleições Primárias organizadas pelo Partido Socialista para a escolha do seu candidato a Primeiro-Ministro, iniciativa do actual Secretário-Geral e também candidato a Primeiro Ministro, António José Seguro.

Num tempo em que a relação entre os cidadãos, a política, os políticos e os partidos não vive, de todo, os seus melhores dias e em que há uma enorme desconfiança e desencanto da sociedade em geral em relação ao sistema político, urge enfrentar esta realidade sem hesitações e mediante um pujante imperativo de abertura e de transparência no que à possibilidade dos cidadãos não inscritos nos Partidos poderem participar nas escolhas, nas decisões e no debate dos Partidos Políticos.

Só por isso, só pela escolha do modelo, pela novidade, pelo sinal que dá à sociedade, pelo progressismo e pela abertura demonstrada, António José Seguro, enquanto promotor desta solução, deu um enorme sinal de desprendimento, deu um contributo para uma Democracia mais credível, mais plural, mais participada, mais transparente e isso é sinal de uma liderança esclarecida e com evidente sentido de Estado.

Tudo isso e muitas outras coisas pesaram, sobremaneira, no apoio que entendi declarar-lhe publicamente. Apoio António José Seguro por razões políticas e não por pena ou comiseração; isto, apesar de discordar, frontalmente, da forma inoportuna, na minha modesta opinião, com que António Costa se apresentou como candidato.

Digo isto, porque sou a favor do cumprimento dos mandatos, acho que cumprir os mandatos para que somos eleitos é sinal de maturidade democrática e, ao mesmo tempo, de respeito por aqueles que nos elegem.

Posto isto, defendo que António Costa deveria permanecer na Câmara de Lisboa, mandato para o qual foi eleito há menos de um ano. Na mesma medida, defendo que António José Seguro deveria cumprir o seu mandato de Secretário Geral até depois das Legislativas de 2015, sendo testado enquanto candidato a Primeiro Ministro.

Situação que, aliás, me parece totalmente legítima e que as duas vitórias eleitorais que o PS obteve nas Autárquicas de 2013, conquistando mais de cento e cinquenta das trezentas e oito Câmaras Municipais do País e, também, nas Europeias de 2014, infligindo uma enorme derrota à Coligação PSD-CDS, ou seja, enfrentando a Direita toda unida e reduzindo-a, pela primeira vez na história da Democracia Portuguesa, a menos de 30% dos votos, deveria ter tornado uma inevitabilidade.

Mas há mais, muitas mais, razões para apoiar António José Seguro. António José Seguro candidatou-se a líder do PS depois de uma das maiores derrotas do PS, com 28,06% nas Legislativas de 2011, nas semanas subsequentes à vitória commaioria absoluta do PSD-CDS nas Legislativas de 2011, o PS chegou a aparecer nas sondagens com valores abaixo dos 20%, situação difícil que, ainda, assim não o desencorajou.

António José Seguro foi o Político português que mais cedo travou na Europa, com osSocialistas Europeus e com as instituições europeias (Comissão Europeia, o Parlamento Europeu, o Banco Central Europeu) o debate sobre a crise financeira, orçamental e económica que nos assola e sobre a necessidade de as soluções para a mesma serem europeias, comunitárias e não, apenas, nacionais.

António José Seguro foi o líder do PS que não tendo negociado o Memorando de Entendimento com a Troika o soube honrar e cumprir, demonstrando que a assinatura do PS é algo de muito sério e que com ele Portugal será, sempre, um País cumpridor e respeitador dos acordos internacionais.

Mas Seguro fez mais. Soube ser firme, inflexível, enérgico e combativo na formacomo enfrentou, entre muitas outras coisas, a privatização da RTP e da Caixa Geral de Depósitos.
António José Seguro é um homem simples, um homem bom, próximo, conhecedor a fundo do seu País, do interior ao litoral, do norte ao sul, do continente às ilhas, tem uma visão regionalista do território e uma ideário humanista na forma como concepciona a organização do Estado, um político capaz, firme, técnica e politicamente preparado para gerir todos os dossiers da Governação, tendo, sempre, como inspiração um Portugal onde haja mais igualdade de oportunidades, mais emprego e um amanhã de esperança.

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