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Processos em atraso e... outras histórias

O Acampamento do Centenário do CNE

Processos em atraso e... outras histórias

Ideias

2021-01-08 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

1. Se nos detivermos um pouco sobre o andamento ou a lentidão de muitos processos em curso na Justiça, haja ou não exclusividade dos magistrados a que estão adstritos, importará dizer-se que muitos deles se enovelam em muitas dificuldades de investigação e de apuramento dos factos, sendo alguns mesmo “atropelados” pelos recursos e outros artifícios legais de que lançam mão os advogados intervenientes. Isto face a um CPP demasiado preocupado com a defesa e direitos dos arguidos e muitas das vezes menorizando os interesses dos próprios ofendidos e a necessidade de uma justiça rápida e oportuna. Por falarmos em processos atrasados, em tempos dizia-se que havia magistrados que tinham em sua casa ou gabinete “frigoríficos” onde os processos acabavam por “congelar” por tempos infindos, e até morrer. No momento atual, ocorre-nos evocar os atrasos e a lentidão de processos como os do BES, EDP, PEP, LEX, MARQUÊS, TANCOS, etc., e ficar a aguardar as suas decisões finais, ciente de que, em tempos de pandemia, podem sempre ocorrer infeções e contágios e tudo acabar por se finar no “crematório” em que se vem tornando este triste país onde a democracia se transmudou numa “partidocracia de conveniência”, de amigos e de interesses. No final, ou nos seus esconsos intervalos, é só recolher as respetivas cinzas e pô-las numa urna com a indicação latina de R.I.P. (requiescat in pace). Com o máximo cuidado e recato para que nenhuma lufada de vento ou um golpe inesperado as solte e faça alastrar mais um contágio, impedindo o seu resguardo num qualquer “panteão” das conformidades e conveniências.
Um «requiescat in pace» que será do agrado de toda a “gajada” da política, e seus serventuários, e dará muita alegria e satisfação a todos quantos vêm “mamando” nas tetas das “vacas” da administração central e local.


2. As eleições para a presidência da República vão ser do “suco da barbatana”, como já se antevê. O Marcelo, de todo “cansado” e um pouco “baralhado”, continuará a dar o dito pelo não dito, a “meter o nariz” em assuntos do governo, a “jogar” com a inteligência do povo e a ânsia do poder do Costa, encostando-se a ele e usando o seu “guarda chuva”, e lá irá “fazer o sacrifício” de se “desfazer” em beijos, abraços, selfies e afetos e em “afagar” o que resta da geringonça. Esquecendo as malfeitorias do governo, as desventuras da Constança, os fogos, as diatribes e asneiras do Cabrita, o seu feitio, o processo de Tancos, os desastres do BES, da TAP, o lítio e o hidrogénio branco dos Galamba e M. Fernandes, as falhas da Temido, o palavreado “diabólico” do Tiago e as suas não-resposta aos deputados, as mortes e os problemas na saúde, nas máscaras, nos números e na economia, e ainda os “negócios” das máscaras e golas para os fogos, etc., etc., o “adeus” ao presidente do T. Contas, os ajustes diretos e o que se projeta quanto aos dinheiros da “bazuca” e seus aproveitadores. Se é inquestionável que não nos convencem as candidaturas da “avó” Ana Gomes, da bloquista Marisa nem do comunista Almeida, já pomos sérias reservas quanto à do Ventura, que, além de prometer dar luta, vem recolhendo o apoio de todos quantos não se revêem na atual democracia “abananada” e de poltrões, que, com medo do “Chega”, se dizem democratas e vêm fazendo muito por tal candidato. Que, com o seu traquejo como antigo “cartilhista” do Benfica nos “painéis” televisivos do futebol, não se calará nunca e dará luta, para mais se levar para a sua campanha o “intelectual” da bola e de outros jogos, um tal Calado, também benfiquista. Quanto à Ana Gomes, antiga MRRPP e “espécie” rara de um socialismo dito ético, esquerdista, “intelectual”, anticorrupção e europeu, mesmo com os apoios Galambas, P. Nuno, I. Soares e outros não irá longe. Ainda que seja entrevistada pelo Sousa Tavares.
3. Por falar em P. Nuno, o socialista- bloquista que quer suceder a Costa, há dias com a “brincadeira” da reestruturação da TAP e ida do plano à AR levou um “desaforo” do dito Costa, pois, mesmo que não o pareça, ele ainda é primeiro ministro e é quem manda. A ida do plano à AR foi gorada e desmentida por decisão do Costa, pois o governo ainda não está à balda nem anda aos caídos.
4. Mas parece, diga-se, apesar da reação do Cabrita quando o Magina, diretor da PSP, após falar com o Marcelo, vem anunciar a reestruturação do SEF e seu enquadramento na PSP. Há gente muito convencida e estúpida na política, mas parece que tudo anda ao Deus dará, e que com mais um e outro “botão de pânico” tudo se pode remediar.
Mas o que ocorreu e vem acontecendo no SEF não se pode admitir, sendo impensável que o caso do ucraniano morto no aeroporto não tenha consequências, mesmo para o Cabrita, pese embora a amizade de Costa e a sua “jura” quanto a direitos humanos. Claro que quanto ao caso do procurador José Guerra e da ministra Francisca, devia constar do currículo que “foi o homem nomeado pelo Governo de José Sócrates para perito nacional destacado na delegação de Portugal no Eurojust, em outubro de 2007, cargo que ocupou até Abril de 2012” (C. Manhã, 6.1.21). Uma “falha” imperdoável!...

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