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Braga, sexta-feira

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Proximidade inteligente, a visão do desporto e juventude

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Proximidade inteligente, a visão do desporto e juventude

Ideias

2019-12-08 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

No dia em que foram inauguradas as instalações do Centro de Juventude de Braga, na passada sexta-feira, estive em Lisboa a convite do Centro de Juventude de Lisboa, a fazer uma apresentação sobre o resultado da investigação, que desenvolvi no âmbito das provas públicas, realizadas na área científica da Gestão Publica. Uma coincidência simbólica de o distrito de Braga compreender o universo de análise, no contexto das políticas pública de desporto e juventude. Pesquisa que sustentou a fundamentação do modelo de “ Gestão Pública de Proximidade Inteligente”, apresentado no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), Universidade de Aveiro (UA)e Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e a Associação Portuguesa de Ciência Política.
Numa sessão marcada por uma presença considerável de autarcas, dirigentes associativos, técnicos de juventude e desporto nacionais e internacionais, esta reflexão, teve como ponto de partida, um roteiro de retrospetiva da minha experiência profissional na área na gestão pública. Desenvolvida com base na investigação, sobre as tendências e o desenvolvimento científico desta área do conhecimento, e na observação das dinâmicas de modernização da Administração Pública. Realçando a concetualização de uma nova visão de gestão pública de proximidade, entrado na construção parcerias e redes de “proximidade inteligente”.
Fundamentado na evolução do conhecimento e dos modelos de gestão pública. Na influência do poder político e na racionalidade política. No universo de modelos e teorias a partir de Woodrow Wilson, na 1ª metade do sec. XX. Na reforma da administração pública, da 2ª metade do século XX. No investimento na dinâmica de eficiência e de inovação. Na estruturação da administração central do estado (PRACE) em 2006. No plano de redução e melhoria da administração central do estado (PREMAC), em 2012. Nos modelos de gestão pública, naa evolução e desenvolvimento, desde o New public management, passando pela governança, pela new public Service NPS, ao modelo Neo-Weberiano.
Novas dinâmicas da gestão pública sustentadas por uma “cultura de melhoria contínua”. Inspiradora de mudança, de criatividade, de inovação, de competências técnicas, com base no sentido de missão e do trabalho em equipa. Potenciadoras de uma liderança ativa, inteligente e empreendedora, com marcado sentido estratégico e capaz de mobilizar as organizações, ao nível interno e externo, suportadas pelas tecnologias digitais. Fatores caraterizadores de modelo de reajustamento do quadro estratégico, da especialização inteligente e nos ativos distintivos das organizações.
Um paradigma de gestão, assente na colaboração, na con?ança, na partilha, e em processos de decisão em contextos de parceria, e com base no conhecimento, na racionalização e otimização dos recursos. Na renovação das equipas, no envolvimento dos parceiros, na aprendizagem coletiva e no desenvolvimento de competências diferenciadoras. Potenciador do espaço de participação cívica, da melhoria contínua, da cultura de criatividade e da inovação. Do serviço público da “internet das coisas”, promoção da cidadania digital da sociedade 4.0 e do do empowerment dos parceiros, na perspetiva da “proximidade inteligente.
Na simplificação dos mecanismos de prestação de serviços. Numa estrutura organizacional “aprendente” e “qualificante”, que investe na qualificação dos seus parceiros, para sustentar e potenciar os resultados. Promotora da autonomia, da redução da dimensão e dotada de maior plasticidade funcional. Promotora de serviços partilhados, de experiências do meio envolvente, de consórcios, de aposta nas tecnologias de informação e sustentada no conhecimento.
Uma cultura de gestão pública, que perspetiva uma nova visão sobre as políticas municipais emergentes na área da juventude e do desporto, e potencia a relação, a articulação a parceria e a concertação as autarquias locais. Promotora da responsabilidade partilhada dos gestores, das equipas técnicas e do universo de parceiros envolvidos. Garantido os recursos humanos qualificados e a melhoria das competências de uma administração pública, sintonizada com a sua missão, na leveza reguladora, na flexibilidade e na ação diferenciada, com a capacidade de responder aos desafios futuros, como preconizou Al Gore na obra “Reinvenção da Administração Americana”.
Um "estado necessário", de interferência não seja máxima, nem mínima, na linha de Anthony Giddens? Uma Administração Pública moderna em rede, de ligações verticais e horizontais entre organizações públicas, privadas lucrativas e sem fins lucrativos e voluntárias? Uma Sociedade Digital da inteligência artificial, do learning machine e da Administração eletrónica? Enfim, muitas incertezas e algumas certezas! Tal como afirma Gouthev, “ter resultados sem risco, ganhar experiência sem perigos, e obter reconhecimento sem trabalho, são coisas tão impossíveis, como viver sem ter nascido”.

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