Correio do Minho

Braga, terça-feira

PSD

O que nos distingue

Ideias Políticas

2014-02-25 às 06h00

Hugo Soares

“Que grande Partido nós somos!” - foi a expressão que mais se ouviu, no palanque ou nos corredores, dita, saída do coração e com orgulho, por quem ajuda todos os dias a construir o PSD.
Foi assim o XXXV Congresso do Partido Social-Democrata. Um Congresso onde a chama viva da social-democracia se mostrou ao País, onde a união não implicou acefalia e onde passado e futuro se conjugaram em nome de Portugal. Muitos previram uma reunião sem novidades, um congresso sem história, morno, morninho. Pois bem, o PSD é assim: transformador, reformador, dinâmico, surpreendente e pulsante; mas sobretudo Português.

Durante três dias, no Coliseu de Lisboa, mais de 800 participantes tiveram oportunidade de dizer ao líder - olhos nos olhos - o que sentem no País e o que dele pensam. No fundo, o que querem que Portugal seja. Sem tabus, tibiezas ou pruridos políticos. Ex-líderes, com Marcelo à cabeça, deram uma lição de humildade e sabedoria àqueles que nunca foram coisa alguma a não ser aquilo que o Partido lhes deu. E quando o Partido não deu, o Partido deixou de prestar, ainda que continuem a viver à custa dele e por causa dele (a maledicência ainda rende num País em transformação!).

Mas foram também os militantes menos conhecidos, mais militantes que muitos notáveis filiados. Com ideias, com debate e com críticas, os chamados militantes de base fizeram deste um congresso interclassista, vibrante e genuíno, um congresso à PSD.

Quem não ficou à porta foi a Política: Seguro dizimado; Rangel lançado para as Europeias, marcou a agenda e vai à frente numa eleição que se antevê de grandes dificuldades para a maioria; consenso com o PS como imprescindível; Luís Montenegro o único capaz de carregar de factos a ideologia social-democrata; e membros de Governo a prestar contas - como tem que ser! - perante o partido. Houve ainda JSD. Muita JSD. Mas sobre isso, sou suspeito…

Mais do que tudo, o Congresso do PSD foi o Congresso de Pedro Passos Coelho. Pelo reconhecimento, pela comparação feita por Santana com Sá Carneiro (há dois anos disse eu, em entrevista ao jornal i: “Passos Coelho vai ser o melhor Primeiro Ministro desde Sá Carneiro”) e pelo agradecimento.
Pelo reconhecimento porque o Partido soube reconhecer a sua liderança, a sua resiliência e a sua competência.

Pela comparação porque hoje o PSD já percebeu o que é governar o País colocando-o à frente do Partido como Sá Carneiro ensinou: é governar não a pensar nas eleições, mas nas novas gerações. É, e de forma lapidar, mandar “lixar” as eleições.
E, por fim, pelo agradecimento. Porque quem tira um país da bancarrota, quem coloca o mesmo país a crescer e a criar emprego só merece um Obrigado do Partido que o suporta.

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