Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Quando a transpiração surge em excesso

‘Tu decides’ e o AE Maximinos move-se pela cidadania

Voz à Saúde

2017-01-31 às 06h00

Joana Afonso

A Hiperidrose é uma condição benigna caracterizada por uma transpiração excessiva, também chamada de hipersudorese, em que o corpo produz um volume de suor desproporcional às suas necessidades fisiológicas para a regulação da temperatura corporal. Fisiologicamente, a produção de suor pelas glândulas sudoríparas é controlada pelo sistema nervoso central. Pode afetar qualquer parte do corpo sendo mais comum o atingimento das palmas das mãos, solas dos pés, face e axilas e, em regra, esta condição tem uma duração superior a seis meses, sem causa aparente. Afeta os dois lados do corpo, com episódios a ocorrer mais do que uma vez por semana, podendo surgir tanto de dia como no decorrer do período de sono.

Estima-se que 2,8% da população mundial apresente Hiperidrose, sendo expectável o início do quadro antes dos 25 anos de idade. Cerca de 30 a 50% dos indivíduos afetados têm outro membro da família na mesma condição, o que sugere que também possa haver uma predisposição genética. Como efeito, é frequente a dificuldade no contacto social, pelo que as pessoas evitam escrever com medo de molhar o papel, evitam cumprimentar-se com um aperto de mão, pegar em objetos, trabalhar ao computador, ou mesmo conduzir e mancham frequentemente a roupa que trazem vestida.

Todo este quadro agrava com o calor e, especialmente, em situações de maior stress ou ansiedade, podendo mesmo causar transtornos psicológicos graves, dada a tendência para o isolamento social na tentativa de camuflar o problema, atrapalhando na vida relacional e profissional. De salientar ainda que a Hiperidrose pode também facilitar o aparecimento de outras patologias como eczema, dermatite atópica, infeções fúngicas, foliculite, além dos odores desagradáveis.

Deve estar atento aos seus sintomas e consultar o seu Médico de Família pois, apesar de a Hiperidrose ser, maioritariamente, uma perturbação benigna, pode também estar associada a condições mais graves como diabetes, doenças da tiroide, menopausa, alcoolismo crónico, tuberculose, linfomas entre outras neoplasias e ainda como reação adversa à toma de uma determinada medicação.

Despistadas todas estas condições, o seu Médico saberá qual a melhor forma de tratamento para o quadro que apresenta. Este poderá passar apenas pelo aconselhamento de um agente anti-transpirante, muitas vezes com alumínio na sua composição, ou ainda pela prescrição de fármacos que inibam a secreção de suor.

Nas situações mais extremas poderão estar indicados tratamentos ainda mais dirigidos como a Iontoforese que bloqueia, temporariamente, as glândulas produtoras de suor, a aplicação de Toxina Botulínica, conhecida como Botox, que reduz a transpiração, a Termólise por Micro-ondas, onde se provoca a destruição glandular e, ainda, de forma mais definitiva, a programação de uma abordagem cirúrgica.

Assim, é importante destacar que estão já disponíveis diversas formas de contornar este problema, razão pela qual deverá consultar o seu Médico de Família.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua saúde!

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