Correio do Minho

Braga, quarta-feira

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O Estado da União

Ideias Políticas

2013-01-29 às 06h00

Hugo Soares

Braga terá no ano de 2013 um ano decisivo para a sua construção nos próximos vinte anos. Sabermos se vamos ser uma cidade com mais do mesmo (sendo certo que a cópia nem sequer tem a qualidade do original…) ou uma cidade diferente voltada para as pessoas, com novas prioridades, é algo que o resultado das eleições autárquicas ditará. A verdade é que a campanha já começou.

Do lado do PS local, tem sido interessante assistir ao total desnorte que marca a agenda da candidatura de Vítor Sousa. Depois de uma acalorada disputa interna (ainda mal resolvida), três episódios relevantes pontuaram a sua agenda. Primeiro foi Mesquita Machado que, passando o maior atestado de incompetência que alguém pode passar a um candidato do seu partido, veio dizer que se encontra disponível para daqui a quatro anos voltar. Estas declarações, que agora parece querer corrigir, são a expressão mais franca da falta de confiança no delfim Vítor Sousa.

Aliás, nos mentideros da política bracarense diz-se que Mesquita tentou tudo para encontrar uma outra alternativa. Depois, foi a putativa candidatura de Felisbela Lopes nas listas do PS. Esta eventualidade teve comentários e análises políticas do suposto porta-voz da candidatura, João Nogueira, dizendo que o PS estava ainda a refletir.

Ora, a própria, dizimando o interlocutor pelo seu próprio punho, afastou tal cenário. A este propósito, as declarações de Pedro Sousa, no programa da Rádio Antena Minho, ‘Politicamente Falando’, atestam o desnorte que supra já se referiu: Pedro Sousa assumiu que João Nogueira fala por ele e mais ninguém. Depois de Mesquita tirar o tapete a Vítor Sousa, Pedro Sousa desautoriza João Nogueira.

E, por último, a única estratégia que se conhece ao PS local é a tentativa de colagem de Ricardo Rio às supostas nefastas políticas do Governo Português. Ora, esta semana, depois do excelente resultado de todos os Portugueses (sobretudo deles!), Vítor Sousa começou a meter a viola ao saco. É que a verdade é que não se conhece uma ideia, uma proposta ou um projeto para a cidade. Nada. Zero. Um rotundo vazio que prima pela guerrilha fácil, pela busca dos votos, sem olhar a meios.

Do outro lado da barricada, Ricardo Rio apresenta-se igual a si próprio. Com a coerência de quem sempre defendeu um modelo diferente para a cidade. Com todos e para todos. Pode-se gostar ou não. Mas sabemos o seu percurso independente da política, a sua retidão de carácter, a sua competência. Mas sobretudo, o quanto ama a sua cidade. Por Braga, e não por si.
Atento tudo isto, vamos esperar pelas eleições para perceber o que vai acontecer a Braga. A nossa Braga. A Braga que queremos para cada um de nós, mas sobretudo para os nossos filhos.

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