Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Queremos mais nascimentos

Encontrão Ambiental

Ideias

2019-02-12 às 06h00

Paulo Monteiro

O pedido não é de agora. Já tem anos. A última vez em que se registaram mais nascimentos do que óbitos, em Portugal, foi em 2008, com mais 0,3%. Desde então e até hoje a balança foi sempre negativa: mais óbitos do que nascimentos e com os números a serem mais elevados quanto maior o tempo de crise.?Por exemplo, em 2013 a balança negativa (mais óbitos e menos nascimentos) foi de -23,8%; no ano seguinte de -22,5% e em 2015 de -23,0%. Temos, por isso, mais uma década com mais óbitos que nascimentos o que se traduz numa diminuição de população uma vez que os migrantes não conseguem anular a diferença. O caso é grave e vai trazer, a cada ano que passa, cada vez mais problemas. Vamos continuar a ser uma população cada vez mais idosa e com cada vez menos juventude. Mas não é nada que já não soubéssemos. Só que continuamos a não agir da melhor maneira para inverter esta tendência.

Os dados do ano passado, de 2018, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística dizem-nos que nasceram 87.325 crianças e morreram 113.477 pessoas, em território nacional. Mas também é interessante dizer que nasceram mais crianças em 2018 do que em 2017 (86.793, ou seja mais 0,1%), só que morreram mais residentes em Portugal do que em 2017 (112.955). Ainda nas estatísticas e em relação a 2018, o mês onde se registaram mais nascimentos em Portugal foi em Outubro (7.868) e o mês onde se registaram mais óbitos foi em Janeiro (12.275).
Uma realidade que não ajuda nada o nosso futuro e que tende a não inverter... pelo menos é a mesma nos últimos 10 anos...

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