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“Reciclar o Natal”

A Europa e o futuro

“Reciclar o Natal”

Ideias

2019-01-09 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Passada a época festiva, a Braval continua a recolher os resíduos recicláveis colocados nos ecopontos, que verifico com agrado serem cada vez mais. Felizmente também derivado a uma conjuntura mais favorável, mais turismo, logo maior consumo, satisfatoriamente resultou em mais resíduos separados.
Se há um maior consumo, mais compras nesta época do ano, é natural que haja mais resíduos e, por isso, a recolha não consegue corresponder, de imediato, a este aumento de resíduos, pois as viaturas e os equipamentos de recolha são os mesmos, apesar de estar a ser feito um esforço adicional ainda não foi possível regularizar a recolha em todos os locais.

Apesar do esforço da Braval em colocar brigadas de recolha nos dias 25 de dezembro e 1 de janeiro e em realizar recolhas extraordinárias aos sábados, é impossível, logisticamente chegar a todo lado pois, a Braval tem 1200 ecopontos, distribuídos pelos 6 municípios: Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde, e 11 viaturas para os recolher.
Foram feitos vários apelos para que a população não colocasse os resíduos fora dos ecopontos, que tentassem aguardar a sua recolha, mas há sempre casos em que tal não acontece. Ora nesta altura questiono, como guardamos tanto tempo os presentes à espera da noite de Natal, porque não guardar os embrulhos mais algum tempo? No entanto, muitos deles foram colocados fora dos ecopontos, não permitindo ainda à Braval regularizar as recolhas de todos os ecopontos.

Quando há resíduos recicláveis fora do ecoponto, como os mesmos são recolhidos com recurso a grua e sendo as viaturas altas, os colaboradores terão que, após a recolha, colocar os resíduos que estão fora, dentro do ecoponto, para que possam ser colocados dentro do camião, fazendo com que a recolha de um ecoponto demore o dobro do tempo e atrasando a recolha dos restantes ecopontos.
Ao levar os resíduos ao ecoponto, caso este já se encontre cheio, pode-se sempre que haja sensibilidade para que se procure outro ecoponto próximo que não esteja cheio ou que se aguarde mais um pouco até que a recolha seja efetuada. Há ecopontos que enchem com mais frequência: locais mais visíveis, de passagem ou de facilidade de estacionamento, outros ecopontos, na mesma zona, poderão estar vazios ou com mais capacidade, por serem mais “escondidos”.
Noutros casos acontece que o ecoponto não está cheio, alguma caixa de cartão não espalmada fica encravada na entrada do marco, sem que haja preocupação de a empurrar devidamente e, quem vem a seguir, pensa que está cheio e coloca fora. Ou então não se espalma e coloca-se logo fora, levando a que se pense que o ecoponto está cheio.

Depois há outras situações infelizmente “habituais” que vão prejudicando mais ainda a recolha dos ecopontos: a colocação de resíduos indiferenciados junto ao ecoponto, provocando escorrências, sujidade nas tampas dos ecopontos e maus-cheiros. Já para não falar da colocação de resíduos indiferenciados dentro dos ecopontos: restos de comida, animais e outro tipo de sujidades, que causam sujidade do ecoponto, e inviabilizam a reciclagem do material que outras pessoas tiveram o cuidado de separar.
Colocar resíduos de grandes dimensões na rua ou junto aos ecopontos, sem solicitar a recolha de monstros, pois os camiões da recolha indiferenciada não conseguem recolher esse tipo de resíduos. Também não devem ser colocados junto aos ecopontos, pois para além de não serem recicláveis, muitas vezes obrigam as equipas de recolha a perderem mais tempo, pois terão de retira-los de cima do ecoponto para colocar ao lado e assim poderem recolher o ecoponto.

Acresce ainda, a existência frequente de carros estacionados em frente aos ecopontos, impossibilitando a sua recolha.
Efetivamente esta é uma época mais complicada em termos de recolha de resíduos, com algum esforço e compreensão da população, cumprindo as regras cívicas mais básicas, poderemos, todos juntos, minimizar os seus efeitos. Foi o que aconteceu com as 100 pessoas que aderiram à campanha de Natal da Braval “ Os Embrulhos também são prendas”, entre 26 de dezembro e 6 de janeiro, e que em troca dos seus resíduos recicláveis receberam 1 kit ecoponto.
Costumo dizer: nenhum modelo de recolha é perfeito, mas nenhum subsiste à falta de cuidado e colaboração de TODOS.
Ajude-nos, ajudando-se!

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