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Recriar o associativismo

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Recriar o associativismo

Escreve quem sabe

2020-05-26 às 06h00

Margarida Pereira Margarida Pereira

No passado dia 18 de maio, celebrámos o Dia Internacional dos Museus com a reabertura de vários museus e monumentos no país, que se viram obrigados a fechar durante cerca de dois meses.
Aquele que seria um dia com os museus da cidade abertos ao público, repletos de atividades dedicadas aos mais novos, tornou-se no tão esperado dia da (re)abertura dos espaços que, apesar de comemorarem o “desconfinamento”, mantiveram a ponte até então criada devido ao Estado de Emergência. Continuamos com visitas virtuais disponíveis em alguns dos maiores museus, entre outras atividades. No entanto, pede-se agora que, com as devidas precauções, os visitantes voltem a encher de vida os espaços museológicos.

Com necessidade de (re)adaptação está também o associativismo. Quem vive o associativismo, sabe que é uma atividade organizada por pessoas e para pessoas, o que hoje em dia implica inúmeras restrições. Contudo, não é por isso que nos devemos esquecer deste setor tão importante na nossa sociedade. A JovemCoop, enquanto associação juvenil que visa preservar e proteger a natureza, o património e a cultura, fará tudo o que for possível para manter as suas atividades, agora adaptadas aos novos tempos. Pretendemos transformar os nossos habituais percursos em parceria com a Braga+, em “Percursos Bracaros”, em direto nas nossas redes sociais, começando já no sábado dia 6 de junho, pelas 10h30. Para aceder à visita basta seguir a conta do Facebook da JovemCoop e aderir ao direto. Desta forma, acreditamos não só estar a combater o afastamento das pessoas aos locais mais carismáticos da cidade, mas também a trabalhar para manter aproximação da cultura que os bracarenses sempre tiveram. Esta, entre muitas outras atividades, resulta de uma reinvenção, pois acreditamos que é necessário combater a generalização do pensamento “este ano cancelamos tudo, porque não se pode fazer nada”. É verdade que atravessamos um dos maiores desafios dos últimos tempos, mas se há coisa em que o associativismo sempre foi bom, é em ter um efeito camaleónico de adaptação às circuntâncias.

Nos tempos que correm, a cultura e a valorização do património não podem ser esquecidas, ou passadas para planos inferiores. Um excelente exemplo da valorização do património foi a notícia da Junta de Freguesia de S. Victor, que mostrou vontade em adquirir a Capela de São Victor-o-Mártir. Quem já visitou connosco as Sete Fontes, com certeza que parou na frente daquela “Capela”, que apesar de ser um marco na história da cidade se encontra ao abandono. A proposta da Junta de Freguesia de S. Victor, consiste em requalificar o local, transformando-o num núcleo museológico da história da freguesia. Esta é claramente uma proposta visionária de quem cuida e protege o património, pois esta autarquia conseguiu ver, num local que, devido ao seu elevado estado de degradação, não tem muita relevância arquitetónica, mas que é, indiscutivelmente, um marco na história da freguesia. Esta é uma forma de cuidar e promover um ativo da História da Cidade. É certo que em tempos, tal como o nome indica, aquele local seria utilizado para o culto religioso, no entanto, transforma-lo num núcleo museológico é dar-lhe o merecido reconhecimento. Afinal, segundo a lenda, terá sido naquele local que São Victor afirmou a sua fé, pois ao cruzar-se com um cortejo de celebração à deusa Ceres, negou juntar-se às festividades alegando acreditar apenas num só Deus, começando desta forma a ser martirizado por um povo que não aceitava a religião cristã. Toda a vida de S. Victor está retratada nos azulejos da Igreja de S. Vitor, inclusive esta passagem fulcral na vida de Victor, que o tornou um santo martirizado. Se nunca reparou neste local, esteja atento ao nosso Facebook, pois contamos passar por lá num dos nossos “Percursos Bracaros”.

Enquanto vamos (re)criando as nossas atividades e voltando à normalidade possível, desafiamos todos os nossos amigos leitores a participarem nas atividades online, para que, em segurança, todos possam ir conhecendo melhor a nossa cidade.
Da nossa parte, sabemos que “Vai Ficar tudo bem”, incluindo a valorização do nosso património!

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