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Regresso ou futuro?

Mais ruas com parcómetros: Rio recupera proposta socialista

Ideias Políticas

2014-11-04 às 06h00

Hugo Soares Hugo Soares

Os portugueses terão, dentro de um ano, de fazer uma das escolhas mais determinantes das últimas três décadas. Não é dramatismo. É assim mesmo.
Os últimos três anos foram demasiado penosos para a esmagadora maioria dos Portugueses para que nos possamos esquecer deles. Houve quem perdesse o emprego. Houve quem emigrasse ou visse os filhos a emigrar. Houve empresas que fecharam. Houve quem visse o seu rendimento diminuir. Hoje, sabemos as consequências de governar um País com base na dívida e nos défices. Hoje, sabemos o que custa pagar os desvarios de outros. Hoje, toda a gente sabe os sacrifícios que um ajustamento provoca.

Mas nos últimos três anos, os mesmos que nos levaram à bancarrota, os mesmos que chamaram a Troika, precisamente os mesmos que são os responsáveis por todos os sacrifícios que os Portugueses tiveram que fazer, esses limitaram-se a criticar, a não ajudar e a agoirar. Quem não se lembra da tese da espiral recessiva? Quem não se lembra da tese do desemprego galopante que nunca mais pararia de aumentar? Quem não se lembra da tese de que Portugal precisaria de um novo resgate, ou no mínimo, de um programa cautelar? A falta de vergonha na cara (digo-o pesando bem as palavras) daqueles que nos levaram à bancarrota levou-os ao desvario e irresponsabilidade política.

Pois bem. A verdade insofismável é que três anos depois os resultados não deixam dúvidas: o país que tinha um défice de cerca 11% propõe-se, para o ano, atingir o défice de 2,7 %. É a diferença entre o maior défice da história democrática portuguesa e o menor défice da história democrática portuguesa.

A economia está a crescer. A espiral recessiva não existiu e hoje discutimos apenas o tamanho do crescimento! O desemprego, depois de atingir níveis incomportáveis, desce há 20 meses consecutivos! Terminámos o programa da assistência sem precisar de mais tempo e mais dinheiro. “Corremos” com a Troika sem programa cautelar ou segundo resgate. Financiamo-nos hoje em níveis históricos. Se há três anos não tínhamos quem nos emprestasse dinheiro, hoje escolhemos os momentos do financiamento. Se há três anos não tínhamos dinheiro para pagar salários e pensões, hoje o Estado tem “dinheiro em caixa”.

Fechamos Governos civis. Agregamos freguesias. Diminuímos o número de cargos dirigentes. Extinguimos e fundimos institutos. Os medicamentos têm os preços mais baixos de sempre e as taxas moderadoras isentam cada vez mais portugueses de pagar. Reformamos a Justiça. Reformamos a Defesa. Reformamos a Administração Interna. Transformamos a economia. Moralizamos a atribuição de subsídios na segurança social. Muito haverá por fazer. Mas - mesmo em emergência - fez-se o que nunca tinha sido feito.
Depois da crise, a escolha.

Para o ano os Portugueses poderão escolher entre aqueles que chamaram a troika e os que a mandaram embora. Entre aqueles que levaram o País à bancarrota e os que colocaram o País a crescer. A escolha que para o ano se coloca a cada um dos Portugueses é simples: escolhemos os responsáveis pela doença ou os responsáveis pela cura? Para o ano a escolha é muito simples: ou regressamos ao passado ou acreditamos no futuro.

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