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Regresso às aulas!

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Regresso às aulas!

Escreve quem sabe

2021-09-12 às 06h00

Cristina Fontes Cristina Fontes

A maioria das escolas dá início às atividades letivas nos próximos dias. Várias dezenas de alunos deixarão os teclados dos computadores e dos telemóveis para voltarem a pegar nos lápis e nas canetas, atividade que, para muitos, esteve esquecida durante as férias.
Escrever manualmente é fundamental para desenvolver a motricidade fina, mas também a atenção, a concentração, a memorização e a organização. É importante que os alunos aprendam a manter os seus cadernos diários bem organizados desde muito cedo. A escrita manual permitir-lhes-á prestar maior atenção aos apontamentos, descodificando de forma mais completa a informação.
A Neurociência explica que ao escrevermos manualmente ativamos várias partes do cérebro, mas também desenvolvemos os músculos e as articulações. Ficamos estupefactos com a destreza com que algumas crianças manuseiam os dispositivos eletrónicos, mexendo o polegar numa cadência difícil de acompanhar e digitando mensagens com uma rapidez voraz. Todavia, também sabemos que muitas delas têm dificuldade em segurar um lápis entre o dedo indicador e o polegar ou escrever letras cursivas do mesmo tamanho em cima das linhas.
Os investigadores americanos Pam A. Mueller e Daniel M. Oppenheimer escreveram um artigo muito interessante intitulado “The Pen Is Mightier Than the Keyboard: Advantages of Longhand Over Laptop Note Taking” (A caneta é mais poderosa que o teclado: vantagens da escrita manual face aos apontamentos no portátil – tradução livre). Dizem os autores que os alunos que tiram notam apenas no computador portátil (aqui falamos sobretudo nos universitários) têm pior prestação em perguntas de relacionamento do que os seus colegas que fazem apontamentos manuais. Referem que os que usam o computador portátil têm tendência para transcrever o que é dito ipsis verbis, em vez de processar a informação e reproduzi-la nas suas próprias palavras, o que prejudica a aprendizagem.
Hoje, não falamos da correção linguística da escrita, mas da importância da escrita manual. Porém, não posso deixar de referir que, também neste aspeto, beneficiamos de escrevermos à mão. O computador indica o erro e, muitas vezes, nem olhamos para a palavra antes de usar o corretor automático disponível. Não há trabalho de reflexão sobre o erro, nem de procura de informação para posterior correção.
Assim, seja num caderno de capa preta ou nos agora muito famosos cadernos “inteligentes”, espero que os alunos retomem os apontamentos manuais, num ano letivo que se quer presencial e cheio de sucessos.
Para os mais novos que querem algumas sugestões divertidas, inovadoras e desafiantes deixo duas hiperligações dos canais de Youtube de dois jovens que “ensinam” a organizar os cadernos diários: Tiago Leitão (https://www.youtube.com/watch?v=f-_eq-3xoUs) e Luana Carolina (https://www.youtube.com/watch?v=ETzJwCpUMhU).

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