Correio do Minho

Braga, sábado

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Renascer as tradições e defender a identidade do País

Um novo pacote de medidas de apoio às empresas

Ideias

2016-09-21 às 06h00

Félix Alonso Cabrerizo Félix Alonso Cabrerizo

Martírios de Cristo
Padeceu grandes tormentos
Duros martírios na cruz.
Morreu para nos salvar(e),
Bendito seja Jesus!
A Ribeira
Ó Ribeira, ó ribeira!
Ó ribeira, que és tamanha!
Fui criada na ribeira,
Nun me afaço na montanha.
Cancioneiro Minhoto
- Dr. Gonçalo Sampaio (9 de junho 1986) Impressão nas Oficinas Gráficas da Editora Correio do Minho.

Renascer e defender as Tradições é cada dia que passa, mais preciso e necessário. Todos nos temos a grande obrigação e empenho, de definir e programar estratégias, que nos conduziram a consolidar plataformas adequadas ao momento atual, para que nossas Tradições, costumes e culturas do povo, nunca desapareceram e assim manter a nossa identidade, nosso património e nossa filosofia, essências necessárias para salvaguardar nossas regiões e nosso país.

É muito preocupante observar, que apesar de realizar-se, tantas e tantas atividades culturais, pelos diversos agentes culturais e pelas associações, verificamos, com uma certa desconfiança, um enorme vazio, criado e recriado pela falta de sintonia entre o público e os intervenientes e os organizadores, pela falta de mensagem transmitida pela voz do artista circunstancial, que por diversos enquadramentos de forma e expressão, não consegue chegar ao povo quotidiano, por não cumprir o requisito do fundamento principal da comunicação que e o emissor, tem que ter um recetor?

Quando se programa atividades culturais aí que ter em conta o publico a qual e dirigido, quais podem ser seus intervenientes e se ambas questões estão a altura das circunstancias. Não seguindo estes critérios corremos o risco de entreter ou aborrecer ao público, em vez de cultiva-los e dar sabedoria e felicidade permanente.

Todos aqueles que fazem espetáculos, onde impera a Tradição, têm que ter, um mínimo de dignidade e bom senso, na hora de abordar diferentes temas culturais, já que, não tem um profundo conhecimento da matéria em si, correm o risco de passar uma mensagem errada.
É bom fazer espetáculo, é bom cantar, tocar instrumentos, todo o mundo deveria cantar, pois assim aliviaria sua alma e como diz o ditado “ Quem Canta Seu Mal Espanta”. Não coisa mais linda que ouvir cantar uma criança.

O que não deveria fazer-se é realizar espetáculos, sempre tocando e cantando as mesmas músicas, durante vários anos com qualidade duvidosa. Então qual é o caminho? Estudar e investigar. Nos tempos que vivemos, temos muito meios pedagógicos a nosso alcance para adquirir uma boa cultura que nos encaminhe a realizar espetáculos brilhantes. Quem quer ser artista tem que conhecer muito repertório, para adquirir conhecimento, quem pense que por cantar duas dúzias de canções já é um artista, está errado. No campo da musica Tradicional Portuguesa é preciso conhecer toda a variedade de diferentes danças, cantares, romances, suas músicas e letras variadíssimas, já que a riqueza musical é enorme e é óbvio que toda esta requer muitas horas de estudo e trabalho.

No campo do fado que esta tanto na moda o problema é parecido, só o fado Tradicional, aquele que funciona com estrofes (quadra, quintilha, sextilha etc.) é um desafio assombroso, é um verdadeiro fadista (seja profissional ou amador) deveria saber cantar de 20 a 30 Fados Tradicionais diferentes, com letras diversas. No Fado Canção, onde há mais seguidores, em certo modo seguindo a estela de Amália Rodrigues, nossa grande diva do Fado, a situação é mais complexa, já que temos que respeitar tangencialmente a musica e letra original, e esto é verdadeiramente muito serio. Sério será também o BRAGAFADO 2016 no Theatro Circo a 5 de novembro 2016, convidados a Fadista Ana Sofia Varela e o Guitarrista Pedro de Castro.

Um conselho, sigam estudando se verdadeiramente querem transmitir alguma coisa as novas gerações, assim é seguro que nunca acaba a tradição. Tenho que dizer que todavia, felizmente há alguns artistas que fazem muito pela tradição e são excelentes interpretes, parabéns. Sigam trabalhando para as novas gerações.

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