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Ricardo Rio: 7 anos de Governação/7 Pecados Capitais (Parte II)

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Ricardo Rio: 7 anos de Governação/7 Pecados Capitais (Parte II)

Ideias Políticas

2020-06-02 às 06h00

Pedro Sousa Pedro Sousa

No meu último artigo, publicado no passado dia 20/05, e sob o título “Ricardo Rio: 7 Anos de Governação/7 Pecados Capitais, faço uma avaliação dos 7 anos de liderança de Ricardo Rio e seus pares, dando nota que já esgotaram, sem deixar marca, 60% do máximo do máximo de doze anos que os Bracarenses lhe podem permitir nas funções de Presidente da Câmara.

Assim, e porque no espaço de apenas um artigo de opinião, seria impossível explanar o balanço de sete anos de Governação, esta reflexão ocupou o artigo do passado dia 20 de Maio, tem hoje continuidade na peça que está a ler e terminará, com uma terceira parte, no próximo dia 16 de Maio, procurando nesta espécie de trilogia demonstrar o quão inconseguida tem sido a actual governação municipal e o quanto, à generalidade dos Bracarenses, tem deixado a desejar.

Neste exercício, abordo aqueles que considero os 7 Pecados Capitais da Actual Gestão Municipal nestes 7 Anos de Governação, dedicando-me hoje à “3. Mobilidade Urbana” e às “4. Sete Fontes”, depois de no artigo anterior ter já denunciado a “1. A Falência dos Serviços Municipais” e “2. A Educação como Motor de Desenvolvimento”, onde procurei demonstrar, com factos, os problemas de que enfermam estes sectores, deixando para o último artigo, as restantes três áreas que enformam esta reflexão, a saber, “5. A Fábrica Confiança”, “6. O Urbanismo” e “7. O Investimento/Desenvolvimento”

Mas hoje, tal como referi acima, dedicarei, apenas, a minha atenção aos dois primeiros, que abordo em seguida.

3. A Mobilidade Urbana: até 2013, pelo menos, não havia, em Braga, problemas graves de trânsito. Tanto era assim que costumava dizer-se que esse era um dos factores diferenciadores da qualidade de vida do nosso Concelho face a cidades maiores, pois todos estávamos habituados a, entre casa e o trabalho, demorar poucos minutos. A verdade é que a situação mudou e hoje há, na Cidade e no Concelho problemas graves, horas de ponta, artérias completamente intransitáveis nas horas de maior fluxo. A actual Câmara não soube antecipar o problema, nem agir com vigor. A 19 de Setembro de 2016, num suplemento de 15 páginas a cores a acompanhar a edição do dia do mesmo Jornal onde hoje escrevo, a Câmara anunciou as linhas mestras de um novo e propalado plano de mobilidade. Em 2019, três anos depois, Ricardo Rio anunciou as Linhas “Um Pouco Mais” Concretas desse mesmo Plano, dando, mais uma vez, uma não resposta e nenhuma solução para aquele que é, hoje, um dos maiores pesadelos do Concelho. Mas pior do que não ter soluções é tomar decisões erradas e somar, acrescentar problemas onde eles já existem. A decisão peregrina de, em plena Nó de Infias (para o qual não o Município não parece ter nenhuma ideia, nenhuma solução, nenhum lampejo de intervenção), a área mais crítica da cidade em termos de trânsito, permitir a instalação de um Burguer King e futuramente de um LIDL, diz muito da visão estratégica e da capacidade de gestão dos responsáveis municipais;

4. As Sete Fontes: O Parque Eco-Monumental das Sete Fontes foi, durante muitos anos, um cavalo de batalha e uma obstinação de Ricardo Rio e Firmino Marques, até há bem pouco seu Vice-Presidente nos Paços do Concelho. A verdade é que se passaram Sete anos e o Parque das Sete Fontes está longe, muito longe de ser uma realidade. A Câmara insiste numa lógica errada, numa lógica autoritária, sobranceira, de não negociar com os proprietários dos terrenos, achando que a cidade se constrói ora contra estes, ora contra aqueles, consoante as circunstâncias melhor parecem servir os seus interesses, esquecendo-se, obviamente, do essencial. A Governação Municipal deve fazer-se, sempre, com as pessoas, para as pessoas e a favor das pessoas, dos cidadãos. De tod@s, sem excepção. Agora, mais recentemente, e, diga-se, recuperando uma ideia deixada pelo PS, vieram falar de um grande Parque da Cidade, de um “Central Park”, embrulhando, ao seu estilo, o anúncio num grande número mediático. A verdade, é que se passaram 7 anos, 7 anos, repito, e os Bracarenses continuam sem ter uma grande zona de fruição e lazer.

Volto daqui a quinze dias, com mais três actos deste desGoverno a que alguns teimam, ainda, em chamar Câmara Municipal.

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