Correio do Minho

Braga, terça-feira

Ricardo Rio

Repensar a Lógica do Livro de Instruções

Ideias Políticas

2012-01-24 às 06h00

Hugo Soares

Braga está a sensivelmente um ano e meio de conhecer, pela primeira vez na sua história, um Presidente de Câmara que não seja Mesquita Machado. Este tem um legado que quem conheceu Braga há trinta e sete anos pode testemunhar e irá confundir-se para sempre com a história do nosso concelho. Mas mesmo quem - como eu - sempre combateu a esmagadora maioria das suas políticas, a sua forma de fazer política e as suas opções não pode de deixar de, por um lado, se regozijar com a sua saída e, por outro lado, saudar o homem público que foi ganhando eleições….

Pois bem, agora é tempo de construir um futuro. Um futuro com os olhos postos nos erros do passado, mas sobretudo num presente capaz de projectar Braga a longo prazo. Braga precisa de uma gestão absolutamente virada para as pessoas e menos para os negócios. Braga precisa de políticas de proximidade e de apoio aos mais carenciados. Braga reclama a defesa e valorização do seu património ímpar: das Setes Fontes às variadas heranças dos Augustos Romanos.

Os bracarenses exigem uma oferta cultural capaz de corresponder aos seus anseios. O nosso centro histórico precisa de gente e de animação. Braga tem que se reconstruir. Basta de construir. A nossa terra tem que ver respeitadas e valorizadas todas as suas colectividades e associações. As nossas freguesias têm que ter condições para os seus filhos se fixarem. O nosso futuro tem que envolver instituições como as Universidades, a Igreja, as associações de industriais e comerciantes. Numa palavra: construir o presente é devolver Braga aos Bracarenses. A todos; e não só a alguns.

É pois um novo paradigma de cidade que está em causa nas próximas eleições autárquicas. Na verdade, a gestão autárquica não pode ser mais a que foi no passado: a construção desmesurada; o cinzento em contra-ponto ao verde; a política dos que “ou estão comigo ou contra mim” já não encontra respaldo na democracia amadurecida. Os desafios das cidades já não são hoje o que eram há vinte anos atrás. Nem as pessoas são e querem o mesmo.

É, portanto, por isso mesmo que considero que os Bracarenses receberam, nos últimos dias, uma notícia que a todos deve entusiasmar. O PSD, como partido maior da Coligação Juntos por Braga, decidiu pedir a Ricardo Rio que protagonize a candidatura a Presidente da Câmara Municipal de Braga, em 2013. Sem vozes discordantes, com a tranquilidade de quem sabe que tem um caminho feito, sem alardes de vitórias antecipadas, o PSD fez o que devia fazer.

Mas a verdade é que Ricardo Rio já não é um homem do PSD, nem da Coligação Juntos por Braga. É, hoje, alguém que personifica um projecto para Braga defendido não por um conjunto de partidos políticos, mas sobretudo por milhares de bracarenses de todos os quadrantes. Já não é uma candidatura dos partidos, antes brota da cidade.

Ricardo Rio que aos 40 anos se apresentará com um percurso de vida feito fora política, da qual nunca viveu, conhece e sente a cidade. Tem a experiência autárquica de oito anos de oposição. Tem da realidade o conhecimento de quem a calcorreou em cada uma das sessenta duas freguesias do concelho. Soube na oposição “fazer cidade”, sendo autor de propostas como Braga Capital Europeia da Juventude, a academia para o Sporting Clube de Braga, a oferta de manuais escolares às nossos alunos mais novos ou o Pass social para desempregados à procura de emprego, entre tantas outras.
Por tudo isto, em 2013 Braga está em condições de mudar. Com serenidade, mas sobretudo com futuro!

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