Correio do Minho

Braga, terça-feira

Segurança e Saúde

Um excelente exemplo de branding

Ideias Políticas

2015-04-07 às 06h00

Pedro Sousa

BRAGA. Foram, no passado dia 30 de Março, conhecidos os dados nacionais sobre a criminalidade violenta e a criminalidade grave em mais um Relatório Anual de Segurança Interna, elaborado pelo Sistema de Segurança Interna (SSI).

Este relatório, apresenta alguns dados que são bastante interessantes, abonatórios e que merecem o devido destaque.

Dados como a  diminuição em 5,4% da criminalidade violenta e grave no ano passado em Portugal, tendência de descida que se vem verificando, sucessivamente, desde 2008, bem como, a redução do número de roubos a correios, ourivesarias, bancos, farmácias e viaturas são, obviamente, boas notícias.

Boas notícias são, também, o decréscimo de 13,8% ao nível dos homicídios, a redução em quase 50% dos casos de fogo posto e, ainda, a diminuição de 2% ao nível dos presos preventivos e condenados.

Mas, já diz o ditado, não há bela sem senão. E, infelizmente, o senão calhou, entre outras regiões do País, a Braga. Assim, em 2014, no mesmo ano em que a criminalidade violenta e grave caiu, como vimos acima, 5,4% no País, Braga viu a mesma crescer 5,8%, registando um total de 886 ocorrências. Se os dados acima foram destacados pela positiva, estes não podem, naturalmente, deixar de merecer a nossa preocupação e repúdio, servindo de alerta para os poderes públicos com responsabilidades na matéria.

Se é verdade que os dados apresentados não permitem, de forma séria e sustentada, analisar os motivos que poderão estar na base deste aumento da criminalidade violenta e grave na região de Braga, há, ainda assim, duas ou três coisas que de forma muito directa podem para isto contribuir.

A primeira, responsabilidade exclusiva do Município, a qual tem sido, aliás, amplamente descurada pelo actual executivo municipal, diz respeito à forma como se cuida, ou não, do espaço público. Convenhamos que a forma pouca cuidada e, até, mal tratada em que estão alguns dos jardins da cidade, algumas das suas principais zonas de lazer e fruição públicas (por manifesta falta de zelo da Câmara Municipal de Braga) são portas abertas a que essas mesmas zonas passem a ser menos frequentadas, menos visitadas, facto que pode levar a que venham a tornar-se (em alguns casos já o são) áreas propícias à ocorrência de fenómenos associados à criminalidade.

A forma como se valoriza o espaço público, a forma como este se mantém organizado, limpo e cuidado diz muito do quanto este será fruído, procurado e utilizado pelos cidadãos. Certo é, também, que quanto mais o espaço público for procurado, fruído, utilizado e vivenciado pelos cidadãos, afinal aquilo a se destina, mais difícil será a ancoragem no mesmo de fenómenos ligados à criminalidade, dado que esta se verifica, por regra, em locais em que há poucas pessoas, poucos olhares indiscretos. Nesta matéria, a Câmara de Braga pode, deve e é urgente que faça melhor do que tem feito.

A segunda, responsabilidade partilhada entre a Câmara Municipal de Braga e a EDP, tem que ver com a iluminação pública, no caso com a falta dela. São muitas as ruas, em Braga, que desde há vários meses tem iluminação pública deveras insuficiente e deficitária, situação para a qual muitas pessoas e instituições vêm alertando quase diariamente, e que, obviamente, potencia a actividade criminosa nos locais em causa.

Espero que a Câmara Municipal de Braga leia com atenção estes dados e aceite estas sugestões que pretendem, tão só, que Braga seja uma cidade cada vez mais segura.

PORTUGAL. O Jornal Expresso, na edição deste fim de semana, noticia na primeira página que chegados ao “…fim da época gripal deste Inverno, no início de Março, muitos hospitais tinham mais doentes internados do que no final do ano, quando o “caos” entrou nas Urgências”, sendo que, actualmente, os “internamentos estão mais ocupados do que no pico do inverno”.
Tal facto deve-se, em grande medida, à evolução demográfica portuguesa, ao aumento do número de cidadãos de idade maior que, muito doentes, ocupam a maioria das camas disponíveis.

Esta situação exige uma urgente reorganização do SNS. Mas esta terá de ser, em tudo, diferente daquilo que se vem passando no SNS pelo menos desde há uma década. Entre 2002 e 2013, segundo o INE, o número de camas disponíveis para internamento passou de 37.162, em 2002, para 35.503, em 2013, ou seja, menos 1.659 camas. No mesmo período, os Hospitais e Clínicas Privadas aumentaram as camas disponíveis. Tudo isto, consubstancia um terrível ataque ao SNS que se repercute já hoje na qualidade de vida de todos nós e que, a bem de todos e de um País mais justo e mais igual, urge enfrentar e atacar.

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