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Senhor Doutor, o meu filho está muito quente! Será febre?

Direito à Educação

Voz à Saúde

2014-06-07 às 06h00

Cristina Dias Cristina Dias

A febre é um sintoma comum nas crianças e bebés, podendo estar associada a diversas patologias e leva, frequentemente, os pais ou cuidadores a recorrerem a uma consulta médica. A febre define-se como uma elevação excessiva ou anormal da temperatura corporal (T ≥38ºC ou 100.4º F), que decorre como parte de uma resposta biológica específica, mediada e controlada pelo sistema nervoso central, a nível do hipotálamo.

Normalmente, o organismo aumenta a temperatura corporal, como forma de defesa de uma invasão vírica ou bacteriana, interferindo, assim, nas condições de sobrevivência e (in)atividade do patogéneo agressor. Para os pais e cuidadores é importante esclarecer o que é a febre e quais os seus valores padrão, sendo o limite numérico (cut-off) da definição de febre variável, de acordo com a idade e o local da aferição.

Por exemplo, nos recém-nascidos e bebés até ao primeiro mês de vida, considera-se terem febre, quando a temperatura rectal (local ideal de medição) atinge os 38°C. Já a partir daí varia de 38-38,2ºC. As aferições de temperatura na axila e na membrana timpânica não devem ser utilizadas, nem o uso de termómetros de vidro.

Apesar de preocupar e alarmar os cuidadores, na maioria das vezes trata-se de um processo fisiológico benigno, como por exemplo, uma infeção vírica das vias aéreas superiores, que acaba por resolver com medidas gerais e terapêutica antipirética. Em casa, podem ser tomadas medidas rápidas e eficazes no seu controlo, nomeadamente, colocar poucas peças de roupa na criança, dar banhos regulares de água tépida, aumentar o aporte hídrico com líquidos mornos e administrar antipiréticos apenas quando T≥38ºC, respeitando o intervalo de tomas e a dose recomendada.

Para o profissional de saúde, o objetivo da sua avaliação é identificar as crianças que estão em risco para uma doença bacteriana grave (ex: bacteriemia, infeção do trato urinário, meningite, gastroenterite bacteriana, pneumonia, etc), e que necessitam de outros tipos de terapêutica mais agressiva.

Quando, mesmo com os cuidados gerais, a febre permanece elevada, os pais ou cuidadores devem manter-se atentos aos seguintes sinais de alarme: febre elevada por mais de 48 horas; no caso de ser um bebé até aos dois meses; surgirem outros sintomas, como manchas ou pontos avermelhados nas extremidades; a criança deixa de responder aos estímulos como habitual; cefaleias muito intensas, vómitos que não cessam ou tremores corporais.

Para evitar a propagação de um possível microrganismo nas crianças, não esquecer de lavar sempre as mãos com água e sabão, cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, cumprir o plano nacional de vacinação, preferir uma alimentação saudável, incluindo frutas e legumes e respeitar a quantidade adequada de sono. Não tenha a febre como um inimigo do seu filho, mas respeite os sinais que ela dá.

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