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Ser, saber, aspirar

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Ser, saber, aspirar

Ideias

2022-05-21 às 06h00

José Manuel Cruz José Manuel Cruz

A França segue sendo um estado colonial. Não parece, não dá escândalo nos fóruns que louvam as autodeterminações, nem as periferias nutrirão veleidades independentistas. No Pacífico, a Nova Caledónia vem de reforçar em referendo as vantagens da ligação à Metrópole e, quanto o ministro Gérald Darmanin não tenha acenado com autonomias para conter as erupções sociais em Guadalupe e na Córsega, os locais não se deixam seduzir. Ouve-se aos corsos, por picante, aliás, se não deveriam votar a independência face à França, para pedirem a associação à Confederação Helvética, troca que imaginam que lhes seria vantajosa.
A vida nas Antilhas francesas não é tão paradisíaca quanto a geografia faz supor a quem da Europa olha para lá com anseios de evasão, e a pandemia que grassa só veio piorar a situação. Procurando atalhar à falta de perspectivas de futuro, a Marinha abriu portas a programas de formação profissional não militar, visando jovens de ambos os sexos, entre os 18 e os 25 anos, sem averbações em registo criminal.
O programa parece encontrar acolhimento e a ser um sucesso. O lema do programa é o que consta em título desta crónica: desenvolver e cimentar o SER, alcançar SABER, no plural, para criar competências valoráveis, equilibrar-se e ancorar-se, para chegar a ASPIRAR algo para si para lá do imediato. O engraçado é que semelhante ideia seria derrotada em génese, porque de direita, se fosse sugerida por Le Pen ou figura análoga.
Mal vamos, em qualquer parte, quando entendemos descartar soluções e delapidar recursos. Algo que ontem julgamos ultrapassado, pode hoje ser actual e até progressista. Pior, quem ontem foi revolucionário e vanguardista, pode advir amanhã um empecilho, porque cristalizado em valores e rotinas caducas.
Os problemas respiram, expandem-se e têm por grande defeito ser refractários a ideologias, a conveniências de nicho. Estamos longe de um regresso do serviço militar obrigatório, e nem é para lá que a experiência aponta, mas a grande verdade é que urge por cobro a malbaratares por grosso da Juventude.

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