Correio do Minho

Braga, terça-feira

Simular a prova final!

Tancos: falta saber quase tudo

Voz às Escolas

2014-04-28 às 06h00

Maria da Graça Moura

Nunca será demais alertar para as dificuldades que vivem as escolas, quer por escassez de referenciais/modelos, quer pela queda de expectativas dos alunos e das suas famílias, muito pelo debilitado contexto social e económico. Mas a responsabilidade dos educadores não se compadece de tais problemas, antes pelo contrário, é acrescida de um grande esforço para conseguir motivar e atingir metas e resultados.

Quanto mais se espera da sociedade, quanto mais se praticam os exercícios de comparação com outros modelos, quanto mais necessário se torna o desenvolvimento de competências globais, dada a movimentação dos nossos jovens, mais se pretende dos professores, das organizações educativas! E cada vez com menos recursos humanos e materiais! Donde, cada vez menos têm de fazer mais! Esperamos, dos professores e assistentes operacionais, o desempenho de tarefas tão diversificadas como diversificadas são as problemáticas sociais!

E assim se desenrola o dia-a-dia das nossas escolas. Problemas constantemente resolvidos e constantemente a resolver, mas com dinâmicas fantásticas, trabalho empenhado, esforço motivado pelo querer cada vez mais e melhores resultados académicos e sociais. Querer formar cidadãos mais capacitados, prontos a competir numa Europa mais exigente, num mercado de trabalho de difícil abertura, de seleção rigorosa.

Confrontam-se as organizações educativas com o cenário de exame, no ensino secundário, ou prova final, no ensino básico. Esta última, a Português e a Matemática, pela primeira vez para os alunos que estão atualmente no quarto, mais ou menos familiar para os alunos do sexto, que já realizaram prova de aferição, e já conhecida para os que frequentam o nono ano.

E é grande o impacto da prestação nesta prova, no resultado final de ciclo. É grande o impacto deste resultado na classificação da organização, e consequente atribuição de apoios para consolidar estratégias de melhoria. Quanto maior for a diferença entre o resultado interno, classificação dada pela escola, e o resultado externo conseguido na prova final, menor será o apoio, que se traduz em crédito horário para aplicação em atividades diversas de promoção do sucesso escolar.

Estarão os nossos alunos preparados para resistir à pressão do tempo, do rigor e exigência do momento, concentrados durante cerca de uma hora e meia, sem nervos, sem precipitação, sem ansiedade excessiva que bloqueia o pensamento e deita por terra o trabalho e esforço de tantos anos? Sobretudo os mais pequeninos, do quarto ano, que a realizam pela primeira vez?

Porque acreditamos que é necessário colocá-los perante este exercício, reduzir a sua ansiedade ao familiarizá-los com alguns procedimentos dos dias das provas finais de ciclo, realizaremos a simulação das mesmas, no Agrupamento André Soares, nos próximos dias vinte e nove de abril e dois de maio.

Um dia para o sexto ano e outro para todos os alunos do quarto ano, que se deslocarão à escola sede e realizarão a prova de Matemática, elaborada pelos docentes respetivos, sendo confrontados com a responsabilidade de mostrarem os seus conhecimentos no tempo devido, sabendo que é fundamental a concentração, a atenção, o querer e o saber!

Acreditamos que assim ficarão mais preparados para a realização das provas de dezanove e vinte e um de maio!
Muitas destas situações surgirão no seu caminho e, quantas vezes, da resposta certa dada no momento certo resultará o resto das suas vidas!

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